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Um furacão controlado e um Benfica - Sporting visto à luz da sabedoria de Gandhi

Bruno Vieira Amaral ouviu Jorge Jesus citar Gandhi na última semana e é com frases do próprio (ou que podiam ser) fala-nos de um dérbi em que o Sporting foi um aparelho que lançou rajadas regulares e cirúrgicas de vento contra o guarda-chuva precário de Jorge Jesus, uma equipa de criações do laboratório do professor Amorim, feita de organismos taticamente melhorados

Bruno Vieira Amaral

RODRIGO ANTUNES/EPA

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Na sexta-feira lembrei-me de uma célebre frase de Gandhi: “Assim não vamos lá”. E de outra: “Com o André Almeida a central, isto só pode correr mal”. E de mais uma: “Sou pela não-violência, mas convém pressionar o adversário”. Pois é, de futebol percebia o Gandhi. Não sei se Rúben Amorim aprendeu tudo o que sabe com o mestre da tática ou com o Gandhi, mas no dérbi da Luz foi ele que deu a lição. Mais do que uma lição, um banho, um Ganges de bola do princípio ao fim.

Comecemos pelo princípio. Já dizia Gandhi que isto não é como começa, é como acaba, mas desde o início o Sporting mostrou como é que queria que o jogo acabasse. Já o Benfica, a certa altura, só queria que o jogo acabasse. O alvo dos leões estava bem definido: João Mário. Três pantufadas nos primeiros dez minutos puseram-no em sentido. A cara do médio do Benfica era um tratado. Entre a indignação e a perplexidade indefesa, era como se perguntasse: “mas então não somos amigos?”

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