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O príncipe espontâneo e a podridão em direto

Bruno Vieira Amaral escreve-nos esta semana em duas partes: primeiro sobre Rúben Amorim e um Sporting que é um clube, e não apenas uma equipa, cada vez mais à imagem do treinador: serenamente ambicioso, metódico sem ser frio, sensato e contundente. Depois sobre o triste espectáculo ao vivo do Jamor no sábado, que mostra de forma até cruel a incompetência de quem dirige a “indústria” do pontapé na bola

Bruno Vieira Amaral

PATRICIA DE MELO MOREIRA/Getty

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Tinha já alinhavada a crónica desta semana, dedicada a esse príncipe espontâneo que é Rúben Amorim, que treino a treino, jogo a jogo, conferência de imprensa a conferência de imprensa, vai ocupando o espaço de poder que a ausência mediática de Frederico Varandas, que está para a comunicação como Paulinho está para a eficácia goleadora, tem generosamente aberto.

Não sei se a aposta arriscada do presidente do Sporting no inexperiente treinador contemplava a lenta disseminação do que podemos chamar o “espírito Amorim” por todas as esferas do clube, mas cada sucesso da equipa reforça a aura presidencial de um homem cuja sensatez é uma forma de génio. Normalmente, os génios não se distinguem pela sensatez. Aliás, génio sensato é um oxímoro.

Mas a sensatez de Rúben Amorim é mesmo genial, não só no contexto de um clube em que, nos tempos recentes, tem sido uma virtude escassa e quando foi adotada como filosofia, como na altura do célebre projeto Roquette, se transformou numa variante da inércia e da paralisia, uma sensatez tão sensata que quase desvitalizou o Sporting, mas também num meio futebolístico em que se acha que berraria e convicções fortes são a mesma coisa.

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