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A seca de Paulinho, os desmaios de Taremi e a previsibilidade do Benfica

Quando o adversário não lhe concede cavalheirescamente os espaços de que tanto necessita, o futebol do Benfica consegue ser mais previsível, e muito menos divertido, do que os falhanços de Paulinho à boca da baliza e do que as extravagantes quedas de Taremi na grande área, escreve Bruno Vieira Amaral, que abordou o desacerto "que já não escandalizam ninguém" do avançado do Sporting e a aparente corrida em que o seu homólogo do FC Porto parece estar "pelo Nobel da Paz ou pelo prémio Sakharov"

Bruno Vieira Amaral

PATRICIA DE MELO MOREIRA/Getty

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As bancadas de Alvalade despediram-se de Paulinho com aplausos. Aplausos deliberados, convictos. Uma chuva de aplausos para contrariar a seca saariana do avançado. Uma tempestade pedagógica de palmas. No sábado, Alvalade, naquele exato momento, transformou-se num enorme consultório de psicologia e cada adepto que aplaudiu o jogador disfarçou-se de Daniel Sampaio. Foi o equivalente futebolístico a um artigo de Laurinda Alves, a uma palestra educativa de Eduardo Sá.

Toda a gente percebe que Paulinho tem um problema. Contra o Moreirense, teve três ou quatro oportunidades e falhou-as todas. Não acertou uma nem por acaso. Não. Falhou todas de uma forma que se pode dizer requintada. A cada semana, Paulinho alarga o seu repertório de falhanços. Quando se pensa que já esgotou todo o seu arsenal, todos os truques, ele lá consegue tirar mais um coelho adoentado da sua cartola infinita.

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