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Na estreia em Peniche, Yolanda Hopkins acaba num “incrível” 5.º lugar. No próximo ano, quer ganhar a prova

Aos 24 anos, a surfista do Algarve estreou-se na etapa portuguesa do circuito mundial de surf e foi até aos quartos de final, onde perdeu na manhã desta terça-feira contra Macy Callaghan. “Estou orgulhosa e sei que Portugal está a dar-me muito apoio”, disse, no final

Lusa

Thiago Diz/World Surf League

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A surfista portuguesa Yolanda Hopkins realçou, esta terça-feira, que conquistar o quinto lugar na prova de elite da Liga Mundial de Surf (WSL) é “incrível”, mas quer voltar a Peniche no próximo ano para ganhar o evento.

“Estou orgulhosa e sei que Portugal está a dar-me muito apoio. Obviamente que um quinto lugar é incrível, igualei o meu resultado nos [Jogos] Olímpicos, mas espero estar de volta no próximo ano e não como wildcard [convidada], mas como permanente, e no próximo ano a ganhar”, lançou aos jornalistas a atleta algarvia.

Num dia de ondas grandes e pouco vento na Praia de Supertubos, a olímpica lusa marcou 7,94 pontos nas duas melhores ondas (4,77 e 3,17), em 20 possíveis, enquanto a adversária fez 9,03 (5 e 4,03).

“Foi um heat [bateria] difícil, as condições estão difíceis, quando estava no heat com prioridade não consegui encontrar as ondas boas. Acho que podia ter dado muito mais e vou rever o heat quando chegar a casa com o meu treinador e vamos trabalhar no assunto”, sublinhou Yolanda Hopkins, de 25 anos.

O MEO Rip Curl Pro Portugal, terceira etapa do circuito principal da WSL, arrancou no sábado e o período de espera decorre até 16 de março.

  • A cabeça faz toda a diferença. E na cabeça de Yolanda Hopkins, a nova campeã europeia, ela é “a melhor surfista do mundo”
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    À pandemia que lhe cortou uma época que muito prometia, às altura em que foi difícil arranjar dinheiro para comer e aos euros que muitas vezes teve de angariar para competir lá fora, seguiu-se o título de campeã europeia pintado de fresco em Yolanda Hopkins Sequeira. Em entrevista à Tribuna Expresso, a surfista algarvia, de 25 anos, conta que um psicólogo desportivo a tem ajudado desde a morte do pai, em 2022, defende como o “mercado pequeno” do surf em Portugal se foca sempre nos mesmos. E espera que seja desta que a etapa de Peniche convide uma portuguesa a participar