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Open da Austrália dá opção a jogadores ou treinadores não vacinados. Se Djokovic jogar, “ou está vacinado ou tem uma exceção médica”

A vacinação não será obrigatória para participar no Open da Austrália, uma vez que a organização está disposta a aceitar exceções médicas. No caso de Novak Djokovic, que até hoje não revelou se está ou não vacinado, esta exceção pode ser essencial para que possa lutar pelo seu 10.º título no torneio

Rita Meireles

Alex Pantling/Getty

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O mistério mantém-se, mas Novak Djokovic parece estar mais perto de marcar presença no Open da Austrália. Ainda nada está confirmado, e ainda não se sabe se o jogador está ou não vacinado, mas Craig Tiley, diretor do torneio, anunciou que vão ser dadas algumas exceções médicas a jogadores, treinadores e staff, ainda que numa percentagem muito pequena.

“Todas as pessoas que entram são vacinadas e haverá uma pequena percentagem — muito pequena — que terá uma exceção médica. Portanto, se qualquer jogador, adepto ou trabalhador estiver no local, ou está vacinado ou tem uma exceção médica aprovada e está inscrito no Registo de Imunização Australiano. Isso proporciona-nos segurança e um nível extra de conforto no local”, afirmou Tiley durante uma conferência de imprensa.

Os jogadores que vão marcar presença no torneio vão ficar alojados no mesmo local, onde serão realizados testes à covid-19 regularmente. Além disso, o diretor fez saber que as deslocações dos jogadores serão geridas pela organização.

Aqueles que receberem a exceção médica não serão obrigados a fazer o período de quarentena obrigatório para os cidadãos não vacinados que entram na Austrália, mas vão passar por um processo de testagem.

“O processo de chegada consiste num teste 72 horas antes de entrar [feito antes de voar], um teste negativo quando chega e isolamento até obter um resultado negativo. Têm de mostrar provas desse teste negativo para obter a acreditação. Depois há diversos protocolos para treinar os jogadores sobre o que precisam de fazer”, disse o diretor do torneio, citado pelo jornal australiano "The Age", lembrando que este processo diz respeito às autoridades alfandegárias da Austrália e ao governo regional de Victoria, onde a cidade de Melbourne se situa.

Djokovic, que estará na luta pelo seu 10.º título no Open da Austrália, recusou-se repetidamente a revelar se está, ou não, vacinado. E assim vai continuar, mesmo que marque presença no torneio, uma vez que os jogadores e treinadores não serão obrigados a fornecer essa informação à organização.

“Se Novak jogar no Open da Austrália, ou está vacinado ou tem uma exceção médica. É a sua escolha quanto à sua condição médica, é a sua escolha manter pessoal e privado como todos nós faríamos com qualquer condição que possamos ou não ter. Não vamos forçá-lo ou pedir-lhe que revele isso”, disse o diretor do torneio.

Tiley falou ainda sobre os recentes casos de covid-19 entre jogadores de ténis e não se mostrou preocupado em relação à presença destes jogadores na Austrália. Rafael Nadal, Belinda Bencic e Ons Jabeur foram alguns dos nomes que não escaparam ao vírus nos últimos dias.

“Os jogadores que estão agora a testar positivo, completarão um período em que deixarão de estar infetados, em que ficarão bem. Provavelmente, se estiverem a dar positivo [agora] é uma coisa boa, nunca dar positivo é uma coisa boa, mas se estão numa situação em que querem jogar o Open da Austrália, o timing [para apanhar o vírus] seria agora”, disse.