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Sporting já foi para a justiça pedir 30 milhões de euros a João Mário

Ação judicial deu entrada no Tribunal do Trabalho. Sporting SAD já regista aqueles 30 milhões como um “ativo contingente” nas suas contas de 2021

Diogo Cavaleiro

Carlos Rodrigues

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O processo que o Sporting colocou contra o seu antigo jogador João Mário já está na justiça portuguesa. O clube pretende a indemnização de 30 milhões de euros pela sua posterior contratação pelo Benfica, por conta daquilo que considera ser a violação da cláusula que antirrival.

De acordo com as informações do portal Citius, a ação judicial, que deu entrada no Tribunal do Trabalho de Lisboa esta semana, vai com sete zeros (30 000 000 de euros), mas não é propriamente uma surpresa.

Já havia uma ameaça de conflito desde que João Mário foi contratado pelo Benfica em 2021, depois de este ter rescindido com o italiano Inter Milão. O Sporting reclama os 30 milhões de euros como forma de indemnização devido à cláusula antirrival, que estaria no contrato de venda do atleta ao Inter, em 2016. Um “incumprimento das obrigações assumidas”, como o Sporting classificou aquando da contratação pelo Benfica.

No relatório e contas do Sporting de 2021 está registado um ativo contingente relativo a João Mário: “30 milhões de euros a receber do Inter de Milão caso o jogador se transfira para um terceiro clube afiliado à Federação Portuguesa de Futebol”. Um ativo contingente é um valor que poderá chegar, mas cuja certeza de contabilização ainda não é exata.

João Mário foi vendido por 40 milhões ao Inter em 2016, sendo que o Sporting tinha 75% dos seus direitos económicos (havia 25% nas mãos do fundo QFIL, que retirou 8,9 milhões de euros àquele montante global a receber pela SAD do clube). Aí, havia a tal cláusula antirrival que o Sporting, anos depois, considera ter sido violada.

Em 2021, o internacional português rescindiu com o Inter e é depois como um jogador livre que assina pelo Benfica, ou seja, sem um contrato direto entre os dois clubes. Mesmo assim, foi preciso investimento; o Benfica investiu 5,5 milhões de euros pelos direitos económicos de João Mário, pelos “encargos com serviços de intermediação e o efeito da atualização financeira tendo em consideração os planos de pagamento estipulados”, segundo o relatório e contas publicado em março.