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Diogo Ribeiro e um recorde mundial júnior dos 50 mariposa que queria desde os Europeus de Roma: “Esse objetivo estava na minha cabeça”

O jovem nadador de Coimbra conquistou a terceira medalha de ouro nos Mundiais de juniores em Lima na madrugada de domingo e à vitória nos 50 mariposa juntou o recorde mundial do escalão. Diogo diz baixar o registo era algo que já tinha como objetivo nos recentes Europeus absolutos, onde foi bronze. Tornou-se o primeiro júnior a nadar na casa dos 22 segundos nesta distância

Lusa

FINA

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O jovem nadador português Diogo Ribeiro afirmou que bater o recorde mundial nos 50 metros mariposa nos Mundiais de juniores em Lima, no Peru, era um objetivo desde o Europeu em Roma, Itália, em agosto.

“Em Roma queria muito bater este recorde. No final dos 50 [metros] mariposa no Europeu de Roma olhei para o tempo e vi que não tinha sido recorde e só depois é que percebi que tinha sido terceiro e então fiquei feliz. Por isso, chegado aqui, esse objetivo estava na minha cabeça”, disse Diogo Ribeiro, citado numa nota divulgada pela Federação Portuguesa de Natação.

O nadador do Benfica, de 17 anos, sublinhou que “a opção de não competir na meia-final dos 100 [metros] livres foi difícil, mas teve de ser tomada”.

“Competi nas eliminatórias dos 100 livres para ter um estímulo. Penso que foi a melhor decisão, já que o recorde foi batido e por uma margem boa. Competi na final sem pensar muito nisso, entrei descontraído, nem pensava na marca dos 22 segundos ou recorde pessoal”, acrescentou.

Para o nadador, a opção de competir no Europeu absoluto e Mundial de juniores, “correu bem”, apesar de ser “um risco”, sendo que, salientou, “o programa não facilitava” a sua participação, já que “algumas das provas tinham 15 a 20 minutos entre as eliminatórias, meias-finais e finais”.

“Mas foi possível recuperar e apresentar-me num bom nível, claro com a ajuda do fisioterapeuta Daniel Moedas e com uma atitude muito focada tanto a nível competitivo como entre as competições”, explicou.

Diogo Ribeiro admitiu ainda que tem sentido mais pressão nestes Mundiais.

“Em Roma não senti a pressão. Era o mais novo e as pessoas não estavam à espera de um resultado. Aqui em Lima sim. Mas penso que eu e o meu treinador soubemos gerir bem esses factos. Viemos, mas cedo para adaptarmo-nos aos horários e clima de prova. Nos primeiros dias não me senti bem, mas depois comecei a acreditar e a desligar de tudo”, notou.

“Para me poder focar tive de me desligar das redes sociais e do telemóvel, penso que todos perceberam isso. Só tenho de agradecer o apoio manifestado”, concluiu.

Diogo Ribeiro conquistou no sábado o título mundial de natação em juniores nos 50 metros mariposa, em Lima, com recorde do mundo do escalão, juntando esta conquista às medalhas de ouro nos 50 livres e nos 100 mariposa.

O jovem venceu a prova em 22,96 segundos, melhorando em nove centésimos o recorde do mundo júnior, que estava na posse do russo Andrei Minakov (23,05), desde outubro de 2020, retirando também 11 centésimos ao recorde nacional, que já lhe pertencia.

Diogo Ribeiro, treinado por Alberto Silva, já tinha conquistado, na capital peruana, os títulos mundiais de juniores nos 50 livres e nos 100 mariposa.

O nadador é detentor dos recordes nacionais dos 100 metros livres (48,52 segundos) e 100 (51,61) e 50 (22,96) mariposa, distância em que conquistou a medalha de bronze nos últimos Europeus absolutos, em Roma.