Perfil

Futebol nacional

Como é estar do outro lado do jogo do título? “Nunca tinha visto, num estádio cheio cheio cheio, o silêncio que se fez. Parecia um treino”

No sábado, o Benfica pode sagrar-se campeão nacional pela 38.ª vez e para tal terá de, pelo menos, empatar contra o Santa Clara, o mesmo adversário que os encarnados tiveram de superar na última vez em que conquistaram o título. Carlos Fernandes, um guarda-redes que até estava presente quando foi decretado o fim do ‘Vietname', o ex-central Gaspar e o treinador João Henriques (que esteve no último jogo destes na Luz) contam à Tribuna Expresso como foi em 2010 e 2019

Hugo Tavares da Silva

MIGUEL RIOPA

Partilhar

O Vietname, onde a lei nas rotundas obedece ao tamanho das carapaças com rodas, é um lugar maravilhoso. A energia de Hanoi, com a tradicional sanduíche banh mi em muitas esquinas daqueles labirintos, as assombrosas paisagens de Ha Long Bay, o céu e os jardins infinitos de Ninh Binh, a história da capital imperial Hue, as montanhas de Sa Pa e Hà Giang, os tesouros da pequena e sublime Hoi An, o café de Da Lat e a inevitabilidade ocidental de Ho Chi Minh City. Apesar de tudo isto, para uma percentagem da população portuguesa, ‘Vietname' é outra coisa.

A ressaca do título de 1994 foi dolorosa para os benfiquistas. Essa fase, pelo menos durante 11 anos, foi alegadamente denominada assim, de “Vietname”, por Pedro Ribeiro, o atual diretor de programação da Rádio Comercial e comentador de futebol. “Não sei se fui o autor”, confessa a este jornal. “Mas sei que desde sempre me refiro aos anos entre o título de 1994 e o de 2005 como o nosso Vietname, no sentido de uma dolorosa via-sacra, com o clube à deriva. Assistiu-se ao penta do Porto, aos anos do apito dourado, a Sporting e até ao Boavista a ganharem campeonatos, e nós zero.”

Artigo Exclusivo para assinantes

No Expresso valorizamos o jornalismo livre e independente

Já é assinante?
Comprou o Expresso? Insira o código presente na Revista E para continuar a ler