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Continua o jogo entre Barcelona e Frenkie de Jong: o clube terá dito ao neerlandês que o seu atual contrato tem “claras evidências de crime”

O Barça terá instado o jogador a corrigir o documento, assinado com a anterior direção, de forma amigável, para que as partes não tenham de encontrar-se numa sala de tribunal. O clube continua com dificuldades em inscrever as novas contratações na liga espanhola

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Jose Breton/Pics Action/NurPhoto via Getty Images

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A vida continua difícil para Frenkie de Jong no Barcelona. O neerlandês é pretendido noutros sítios, particular e alegadamente em Old Trafford e em Stamford Bridge, mas o clube catalão, que oficialmente não quer que o jogador saia, não tem facilitado a vida ao seu futebolista.

Segundo "The Athletic", o Barça terá dito a De Jong que o seu atual contrato, assinado no tempo do presidente Josep Bartomeu, tem “claras evidências de crime”. Inclusivamente, segundo a mesma fonte, o jogador terá sido instado a corrigir o documento de forma amigável para que ambas as partes não tenham de encontrar-se em tribunal.

O “El Mundo” escreve que a situação do internacional neerlandês é bem pior do que poderia supor-se. Há várias semanas que o jogador se nega a procurar uma saída ou a reajustar o seu contrato milionário. Há várias épocas que o Barcelona procura lidar com o fair-play financeiro e a situação do médio não está a ajudar. O clube quer inscrever as suas novas contratações e De Jong pode estar a impedi-lo.

Conta o “El Mundo” que os indícios apontados pelo clube poderiam estender-se aos contratos de Marc-André ter Stegen, Clément Lenglet – cedido este verão ao Tottenham – e mesmo Gerard Piqué. Segundo a atual administração, os termos da negociação dos quatros acordos suporiam um sobrecusto total de €311 milhões. Entretanto, Piqué terá aceitado baixar o ordenado.

Alex Caparros/Getty

Voltando a De Jong, em outubro de 2020 o jogador renovou até 2026, o jogador argumenta que, a troco de baixar o seu salário em 2020/21 e 2021/22, deveria receber €15,2 milhões na época 2022/23 e €18,3 milhões em 2023/24. A atual liderança do Barcelona considera esse procedimento desajustado à regra que levou à renegociação dos termos contratuais.

Quanto à possibilidade de o jogador rumar ao Manchester United ou ao Chelsea, o presidente Joan Laporta disse à "ESPN" que De Jong não está à venda e que deseja que o médio neerlandês continue ligado ao clube. O futebolista deu razão ao dirigente, ao entrar ao intervalo do jogo frente aos mexicanos do Pumas, para o Troféu Joan Gamper, e marcar o sexto golo do Barça.

De Jong regressou, no último jogo, à sua posição natural. Em vários encontros particulares jogados nos EUA, o treinador Xavi Hernández chegou a colocar o neerlandês no centro da defesa, um lugar estranho para as capacidades do jogador, embora antes, Ronald Koeman o tenha utilizado ocasionalmente nessa posição na seleção - também no Ajax chegou a acontecer. Então, foram levantadas suspeitas de que o próprio técnico estaria a tentar forçar a saída de Frenkie de Jong.

O clube sente a necessidade de fazer alguma venda milionária para complementar as famosas “alavancas”, aparentemente insuficientes neste momento para que possam ser inscritos todos os jogadores recém-contratados. Isto, mesmo que Laporta negue as evidências.