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Liga Conferência. O que têm pela frente Gil Vicente e Vitória? Puskás, Kalinic e outros desafios

Até 25 de agosto, se os obstáculos até lá forem superados, ficará decidido o fado das duas equipas portuguesas que tentam participar na segunda edição da Liga Conferência Europa, a mais recente das provas da UEFA, conquistada na época passada pela Roma de José Mourinho

Hugo Tavares da Silva

Gualter Fatia

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Os senhores estreantes no circo do futebol europeu, Gil Vicente, vão defrontar o triunfador do duelo entre Ruzomberok - Riga, na 3.ª pré-eliminatória da Liga Conferência Europa. Ao Vitória, que ainda terá de superar a Puskás Akadémia na 2.ª pré-eliminatória do mesmo torneio, saiu em sorte o Hajduk Split.

Os vimaranenses começam a participação na prova a jogar a 21 e 28 de julho, primeiro em Guimarães e depois na Hungria. Já o Gil Vicente, que terminou na quinta posição no campeonato português, entra em ação a 4 e 11 de agosto. Os derradeiros play-offs, superados os obstáculos todos até lá, jogam-se a 18 e 25 de agosto. Esta será a segunda edição da novinha em folha Conference League, conquistada pela Roma de José Mourinho na época anterior.

Os rapazes de Barcelos, que viram Ivo Vieira substituir Ricardo Soares, foram talvez a maior surpresa da liga portuguesa na época que passou, não só pelo lugar mas sobretudo pelo estilo e arrojo no relvado. No século XXI, nas últimas 22 temporadas portanto, o Gil Vicente esteve 13 vezes no principal escalão do futebol português (14º, 13º, 8º, 12º, 13º, 12º, 9º, 13º. 13º, 17º, 10º, 11º e, como já vimos, 5º). Os gilistas terminaram a 14 pontos do Sp. Braga, com o sexto melhor ataque (47) e sexta melhor defesa (42).

Pelo meio, entre apertos, sustos, salvamentos quase fora de horas, o Gil Vicente competiu oito anos na Segunda Divisão (2006-2011 e 2015-2018) e mais um no Campeonato de Portugal (2018/19).

Segue-se então Ruzomberok, da Eslováquia, ou Riga, da Letónia, na caminhada para a estreia nas fases mais a sério das competições europeias. Os primeiros, fundados em 1906, fecharam o campeonato eslovaco em segundo lugar, atrás de Slovan Bratislava. Martin Regáli foi o terceiro melhor marcador da prova, com 10 golos. A época já começou oficialmente para este clube, com a primeira pré-eliminatória da Liga Conferência – eliminaram o Zalgiris Kaunas, da Lituânia – e ainda a primeira jornada da liga, que acabou com sorrisos: 2-0 no campo do MFK Skalica, os golos foram marcados por Matej Madlenak e Martin Regáli.

Puskás e Hajduk

Já o Vitória de Guimarães, que se acabou de apresentar aos sócios e já sem Pepa, que saiu inesperadamente do clube, terá de superar primeiro, na 2.ª pré-eliminatória da competição, a Puskás Akadémia, um clube com apenas 15 anos de vida e que contou, na época que passou, com a ajuda do central João Nunes, recentemente transferido para o Casa Pia.

A Puskás Akadémia terminou em terceiro lugar na liga húngara em 2021/22, a 20 pontos do campeão Ferencvaros e a oito do vice-campeão, o Kisvárda.

Ou seja, nos dias 21 e 28 o Vitória de Moreno, o agora treinador dos homens que atuam de branco no D. Afonso Henriques, terão de superar os húngaros e depois, em caso de sucesso, voltarão ao campo para tentar derrotar o Hajduk Split, que já está em ritmo competitivo depois de vencer na primeira jornada da liga (vs. NK Istra 1961) e de perder a Supertaça, nos penáltis, contra o Dinamo Zagreb.

Nesta equipa croata estão jogadores como Filip Krovinović, o ex-futebolista do Benfica, e Nikola Kalinic, o importante avançado que vestiu camisolas como Fiorentina, Milan, Roma e Atlético de Madrid.