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GP França. O trabalho de equipa da Ferrari que deu a Charles Leclerc a 7.ª pole da temporada

Carlos Sainz sabia à partida da qualificação que iria partir da cauda da grelha e por isso deu uma mãozinha ao colega de equipa, ajudando Leclerc a bater Verstappen

Lídia Paralta Gomes

Dan Mullan/Getty

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Grande Carlos, grande”. O rádio de Charles Leclerc logo após garantir mais uma pole position neste Mundial de F1 continha uma merecida homenagem ao espanhol com quem partilha a box da Ferrari.

Depois de ver o seu motor explodir espectacularmente no GP Áustria, Carlos Sainz já sabia que para Paul Ricard teria uma penalização e ao trocar todos os componentes na unidade motriz essa penalização transformou-se numa visita à última linha da grelha, fosse qual fosse o seu resultado na qualificação do GP França. E, assim, ao contrário do que tantas vezes terá acontecido ao longo da temporada, a Ferrari fez finalmente jogo de equipa, com o espanhol a ser decisivo para Leclerc bater Verstappen e partir à frente do neerlandês para a corrida de domingo.

Colocando-se imediatamente antes do colega na última ida para a pista no Q3, Sainz deu o cone de ar necessário a Leclerc, 0,304s mais veloz que Verstappen. O outro Red Bull, de Sergio Perez, ficou com o 3.º tempo, a 0,463 do monegasco, que conquistou a 7.ª pole da temporada.

E daí o agradecimento a Sainz. “Sem ele teria sido muito mais renhido do que foi”, reconheceu Leclerc, para quem uma vitória em Paul Ricard, pista onde ultrapassar é particularmente difícil, é essencial para não deixar fugir Verstappen no Mundial - o campeão mundial em título segue com 38 pontos de vantagem para o homem da Ferrari.

No campeonato dos “outros”, a Mercedes voltou a ficar bem atrás das duas equipas da frente, com Lewis Hamilton, que amanhã iniciará a corrida 300 da carreira, a fazer ainda assim o 4.º tempo. George Russell partirá de 6.º, com Lando Norris (McLaren) a intrometer-se entre os dois Mercedes, numa qualificação sem incidentes. Fernando Alonso (Alpine), Yuki Tsunoda (AlphaTauri), Carlos Sainz e Kevin Magnussen (Haas) completaram o top 3, com os dois últimos a partirem da última linha devido a penalizações.

A jogar em casa, os dois franceses desiludiram: Esteban Ocon (Alpine) ficou-se pelo 12.º tempo e Pierre Gasly (AlphaTauri) nem sequer passou do Q1, quedando-se com o 16.º registo.