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Crónica

Não encomendar as faixas do Benfica, não vá o diabo tecê-las

Está tudo tão bem que o benfiquista tem de arranjar sarna para se coçar. Não pensa: “Basta ganharmos seis jogos”. Pensa: “Podemos perder três.” Pergunta o escritor Bruno Vieira Amaral: “E se a equipa desfalece com a meta do 38 à vista? E se o plantel inteiro contrai uma nova variante do coronavírus? E a ausência do Otamendi no jogo contra o Inter? E a expulsão do Carlos Martins contra o Estoril? E a maldição magiar do Guttmann?”. Mesmo com dez pontos de avanço a nove jornadas do fim, há que esperar

Bruno Vieira Amaral

Joao Rico/DeFodi Images via Getty Images

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E então, já se pode encomendar as faixas? Calma, caro leitor, seja qual for a sua preferência futebolística. Estou a brincar. Benfiquistas, estou mesmo a brincar. Não quero encomendar faixas nenhumas quando faltam nove jornadas, embora aqueles dez pontinhos de avanço. Ah, aquela dezena tão redondinha. Duas mãos cheias de pontos. Mas não. Não vou encomendar faixas. Seria uma irresponsabilidade e um desrespeito pela condição clínica do Benfica.

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    Nuno Santos, um calvo precoce que ninguém sabe se é extremo convertido em lateral ou lateral com tendências extremistas, e João Mário, que é quase tão estranho ver a lutar para ser melhor marcador do campeonato como seria assistir a Haaland de luvas calçadas a voar para defesas impossíveis, quase estragavam esta crónica de Bruno Vieira Amaral, que começa em golos marcados e acaba em golos evitados

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    A onze jornadas do fim, com oito pontos de avanço, a ideia de o Benfica perder o campeonato é matéria de pesadelos, escreve Bruno Vieira Amaral. É a prioridade para qualquer um dos grandes e, no ano passado, a boa campanha europeia do Benfica, chegando aos quartos de final da Champions, aquele que tem sido o Cabo das Tormentas das equipas portuguesas na competição, não serviu para consolar os adeptos por mais um ano sem festejar um mísero título