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Em defesa de Pizzi: Rafa e Seferovic terão liderado a contestação a Jesus no balneário do Benfica

O suíço e o português terão sido os mais revoltados com a decisão de Jorge Jesus de colocar Pizzi, um dos capitães, a trabalhar à parte. O agora ex-treinador alegou que o internacional português teria proferido palavras duras contra si no balneário do Estádio do Dragão e pô-lo a treinar longe da equipa, algo que terá revoltado os restantes elementos do plantel

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PATRICIA DE MELO MOREIRA/Getty

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Terá sido a relação entre Jorge Jesus e os seus jogadores a precipitar a saída do técnico do Benfica. Mais do que a posição dos dirigentes perante a aproximação do Flamengo ao treinador ou os lenços brancos mostrados no Estádio da Luz, Jesus terá ficado magoado com a falta de apoio dos atletas que treinava até terça-feira.

Ao colocar Pizzi a treinar à parte, depois de, alegadamente, lhe ter exigido que repetisse as críticas que o internacional português teria feito à equipa, ainda no balneário, após a derrota contra o FC Porto — falta de empenho dos colegas e algumas decisões de JJ — , o técnico acabou por originar a revolta do plantel, que se colocou do lado de um dos seus capitães.

De acordo com o jornal “Record”, Seferovic e Rafa terão sido os jogadores mais vocais da revolta, lamentando que aquela conversa estivesse a acontecer quando deviam estar a preparar o encontro desta quinta-feira com o FC Porto. O facto de Jesus insistir em colocar Pizzi a treinar à parte originou uma onda solidária entre os jogadores do Benfica que, depois de confrontarem o treinador num auditório do centro de treinos no Seixal, se terão recusado a ir para o relvado sem o companheiro de equipa.

Rui Costa terá intervindo nessa altura, pouco depois de ter tomado conhecimento da revolta. Segundo o “Record”, o presidente do Benfica terá ido ao balneário para pedir aos jogadores que treinassem normalmente e dito que a situação de Pizzi iria ser resolvida.

Na terça-feira, ao chegarem ao Seixal, os jogadores tomaram conhecimento de que Jesus estaria de saída. O treino, agendado para as 10h, foi remarcado para as 16h, já sob o comando de Nélson Veríssimo, então treinador do Benfica B do clube que estava no norte do país, onde a equipa secundária ia defrontar o Feirense, para a II Liga.