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Qualificações, afastamentos e uma medalha no horizonte: Auriol Dongmo lidera perspetivas portuguesas nos Mundiais de atletismo

A lançadora do peso qualificou-se para a final da sua vertente com a segunda melhor marca e estará na luta pelas medalhas. Ana Cabecinha, na marcha, terminou em 9.º, e Marta Pen não se conseguiu apurar para a final dos 1.500 metros

Lusa

ANDREJ ISAKOVIC/Getty

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Auriol Dongmo confirmou, no sábado, a candidatura à primeira medalha portuguesa nos Mundiais de atletismo, em Eugene, nos Estados Unidos, ao qualificar-se para a final do lançamento do peso, à primeira, com o terceiro melhor arremesso.

Dongmo, de 31 anos, chegou à 18.ª edição dos Campeonatos do Mundo com o estatuto de campeã mundial em pista coberta, um título conquistado em março, em Belgrado, e conseguiu, com 19,38 metros, o apuramento direto para a final, a disputar este sábado.

A quarta classificada nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 terminou a qualificação com a canadiana Sarah Mitton, ambas apenas superadas pela chinesa Lijiao Gong (19,51).

“O meu foco para amanhã [hoje] é alcançar uma medalha, não penso na marca, quero é lançar o mais longe possível”, sublinhou a lançadora do Sporting, que iniciou o concurso com o segundo lançamento mais longo do ano (20,43), apenas atrás da norte-americana Chase Ealy (20,51), igualmente apurada para a final, marcada para as 18h25 locais (2h25 de domingo em Lisboa).

“Eu estava focada em acabar a qualificação no primeiro lançamento, para despachar”, afirmou Dongmo, que terminou este apuramento com o terceiro arremesso, em igualdade com a canadiana Sarah Mitton, sendo apenas batida pela chinesa Lijiao Gong (19,51).

Dongmo, quarta nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, vai disputar pela primeira vez a final de uns Mundiais, a partir das 18:25 locais (02:25 de domingo em Lisboa), com a ambição de chegar ao pódio.

Depois de ter disputado dois Mundiais ainda como camaronesa, sem superar a qualificação, Dongmo tentou evitar surpresas.

“Eu gosto de começar forte, porque cada lançamento é importante, os seis têm de ser fortes. E quando se começa bem, ficamos seguros. Hoje fiquei segura para amanhã”, rematou.

De fora da final ficou Jessica Inchude, que terminou a qualificação no 17.º posto, com 18,57 metros, numa jornada no estádio Hayward Field marcada pelo afastamento nas qualificações de Marta Pen, nos 1.500 metros, e Tsanko Arnaudov, no lançamento do peso.

Marta Pen concluiu a prova com a marca de 4.08,58 minutos, que lhe valeu o 30.º lugar nas eliminatórias, apesar do sétimo posto na sua série – a um lugar do apuramento direto –, enquanto Tsanko Arnaudov, no seu regresso aos grandes palcos, quatro anos depois, concluiu a qualificação no 17.º posto, com 19,93 metros.

A abrir a participação de Portugal, nos 20 quilómetros marcha, a primeira prova para medalhas dos Mundiais, Ana Cabecinha surpreendeu-se ao repetir o nono lugar obtido em Doha 2019.

“Já competi com melhores condições e consegui piores marcas. Já andava atrás da marca abaixo de 01:31 há alguns anos [a última vez que tinha conseguido tinha sido em 2020], por isso, não estava à espera. Claro que houve quilómetros que me custaram, porque o calor começou a pesar, mas, na parte final, não me contentei com o 10.º e consegui melhorar para o nono. Acabei por ficar surpreendida e fiquei muito feliz pelo resultado”, explicou a marchadora do CO Pechão, na zona mista.

Nas imediações do Autzen Stadium, sob uma temperatura a rondar os 28.º celsius, a recordista nacional da distância concluiu a sua sexta presença na competição em 01:30.29 horas, à frente da estreante Carolina Costa, 25.ª, em 01:36.36, e de Inês Henriques, que, aos 42, iniciou a sua 10.ª participação, com o 32.º lugar – numa prova iniciada por 41 atletas e concluída por 36 –, em 01:38.32.