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Rúben Amorim e a semifinal da Taça da Liga: “Acho que vamos estar bastante desinibidos. É muito importante para nós, um título é um título”

O treinador do Sporting lançou o primeiro jogo da final final, em Leiria, contra o Arouca. Amorim recusa que o eventual triunfo na Taça da Liga sirva para salvar a época. "É um título que depende de nós e que queremos muito vencer, sem pensar em salvar época nenhuma, ainda estamos a meio, não sabemos o que vai acontecer"

Expresso

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Arouca

“É um jogo contra uma equipa que já nos venceu, que não tem responsabilidade nenhuma, que vive um momento fantástico, e mérito do mister Evangelista, que está a fazer um excelente trabalho. É uma equipa que varia entre momentos de pressão alta logo no pontapé de baliza, por vezes faz linha de 5, pode fazer linha de 7 e, portanto, preparámos todos os momentos de jogo, sabemos que isto define um título. E queremos muito ir à final e vencer mais uma Taça da Liga.”

Jogadores indisponíveis

“O [Luís] Neto já está a treinar, mas ainda não está com os índices que queremos. O [Francisco] Trincão está doente e não vai a jogo. De resto, está tudo. Iremos apresentar o melhor 11, tendo em vista não só este jogo como o que passou, quem está melhor fisicamente e quais as características que queremos para este jogo, e com muita atenção para o que se passou em Arouca.”

Única chance para ganhar um troféu

“Digamos que está mais perto, dependemos de nós, isso é muito importante, sabendo que ainda estamos na Liga Europa, mas temos adversários com outra capacidade e que são favoritos. No campeonato estamos atrás e não dependemos só de nós. Esta é uma competição em que dependemos de nós, decide-se numa semana, é a que está mais perto. É muito importante para nós, um título é um título, a verdade é que as equipas grandes vivem de títulos. Mesmo com maus momentos, é importante que o nosso clube e a nossa equipa ganhem títulos. Há muitos jogadores que entraram e que ainda não venceram um título e não estiveram em finais. Têm de ter essas sensações, têm de ganhar e saber que a responsabilidade deste clube é lutar pelos títulos.”

Triunfo na Taça da Liga salva época?

“Não salva nada. Não podemos ver assim. É uma competição que podemos ganhar, não salva nada. O nosso objetivo é lutar pelo título, mas sabemos que perdemos muitos pontos e que estamos muito atrás. Tínhamos a Taça de Portugal, que é sempre um objetivo, o Sporting tem uma grande tradição nesta prova. É o único título que ainda não vencemos, tínhamos grandes ambições, e perdemos com uma equipa, com todo o respeito, da Liga 3. Sabemos aquilo em que falhámos, mas, olhando para esta competição, podemos vencer. Nem salva, nem deixa de salvar. É um título que depende de nós e que queremos muito vencer, sem pensar em salvar época nenhuma, ainda estamos a meio, não sabemos o que vai acontecer.”

Se o presidente oferecesse contrato de 10 anos?

“... Eu estou feliz aqui, não faço tenções de sair. A renovação é um pouco isso, para dar estabilidade ao clube, ao treinador, para os jogadores saberem que há um plano a longo prazo e não só neste momento. Mas sei que depende dos resultados. Da mesma forma que há um ano ganhámos o campeonato e aposto que todos os sportinguistas diziam que podia ficar aqui a vida inteira, se perguntar hoje na rua, há uns que dirão que sim, que pode continuar, outros dirão que se devia mudar. O futebol é mesmo assim. Não consigo responder a essa pergunta. A minha ideia é continuar no Sporting, gosto de estar no mesmo sítio. O nosso grande objetivo é estar num projeto em que podemos manter os jogadores, fazer um plano, criar uma base de uma equipa campeã, mas sabemos que ainda temos de lutar contra certas situações. Esse é o nosso grande objetivo e o meu objetivo, não tanto ir para grandes campeonatos. Eu quero estar num grande clube, já estou, mas quero um projeto em que tenhamos a capacidade de ter uma base para construir e lançar miúdos, mas sempre com a mesma base. O meu objetivo é ficar, agora precisamos de ganhar jogos. Sabemos que estamos em quarto lugar, isso é sempre difícil de gerir com os nossos adeptos. O que temos de fazer é ganhar jogos.”

Jogadores: pressão vs. vontade de ganhar

“Eles têm muita vontade de ganhar, têm sempre pressão. Penso que os jogadores do Sporting estão mais pressionados quando jogam no campeonato e estão em quarto lugar e sentem que estão muito atrasados, e que precisamos de ganhar pontos aos rivais e os rivais não perdem pontos. Isso é uma pressão maior para os jogadores. Há jogadores que não sabem ainda o que é lutar por ítulos e estar a lutar pleo prieiro lugar, isso é que é uma pressãio muito grande. Neste momento olham para o Arouca, Viseu e FC Porto e sabem que, nesta semana, podemos ganhar odis jogos a esses equipas. Têm muita vontade de ganhar, de certeza que alguns estão ansiosos, mas acho que a maior pressão num clube grande, e tenho a certeza disso porque há pouco tempo fui jogador, é quando está atrasado, quando sabe que não está no lugar que deveria estar de acordo com a grandeza do clube. Se há pressão que têm, foi com o Vizela, sim ou sim, e isso sente-se no relvado. Amanhã vai ser um jogo completamente diferente, estão motivados. Leiria tem sempre muitos sportinguistas, vai ser um excelente jogo. Acho que é maior a vontade de ganhar do que a pressão.”

Inexperiência pode bloquear jogadores

“Não, acho que não. Nós temos jogado bem, com o desenrolar do jogo aqui e ali temos mostrado alguma ansiedade. Não temos sido consistentes, mas, se olharmos para cada jogo, entrámos sempre bem nos jogos, tivemos boa capacidade de ter a bola e empurrámos os adversários para trás, mas não temos tido a eficácia. Melhorámos, mesmo assim sofremos três golos nos últimos dois jogos, mas nos últimos 10 temos quatro golos sofridos. Não é perfeito, mas é melhor do que tínhamos vindo a fazer. No fundo, estamos a olhar para a equipa e está a evoluir. Penso o contrário, acho que amanhã vamos estar bastante desinibidos e vamos querer muito ganhar, como sempre. Acho que vão dar uma boa resposta e uma resposta diferente do que têm dado no campeonato.”

Mercado: defesa direito prioritário?

"Temos alguns alvos, não só a pensar para agora como no futuro. Não olho para a posição de lateral direito como uma obsessão a contratar, porque eu conto com o [Pedro] Porro, até agora não aconteceu nada. Isto está a mudar muito. Isto está a mudar muito, se olharmos em Portugal, as equipas estão agora a usar o 4-4-2, a forma como o Vizela se apresenta, o Benfica, etc, nós também vamos fazer essa avaliação e ver como vamos jogar para o ano. Mas conto com o Porro, Esgaio, Travassos e Esteves, os jogadores da equipa A e B. Depois, logo se vê"