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Rúben Amorim: “Paulinho? Não é uma vitória pessoal, é uma vitória da equipa, dos jogadores e dos adeptos, que gostam muito dele”

Aos microfones da Sport TV, o treinador do Sporting não quis tomar os louros da recente forma de Paulinho, que marcou três golos na vitória frente ao Portimonense. Amorim sublinhou ainda a importância do clássico de quinta-feira, que vai permitir aos leões ganharem vantagem a um ou dois dos rivais

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PATRICIA DE MELO MOREIRA

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Arranque difícil

“Foi o que estávamos à espera, mérito do Portimonense. Nós até entrámos bem, nos primeiros 7 minutos, que não é muito tempo. Tivemos duas transições do Portimonense, deixou-nos com algumas dúvidas e isso sentiu-se no estádio. Depois o golo. Estivemos algo precipitados, porque não costumamos estar em desvantagem, principalmente em casa e na 1.ª parte. Sentiu-se um pouco, mas depois tomámos conta do jogo”

Melhorias

“Na 2.ª parte entrámos fortes, tivemos ocasiões, não conseguimos marcar. Depois a expulsão ainda nos ajudou mais a dominar, a arranjar espaços, sem ter tanta presa. E chegámos aos golos com naturalidade. O Portimonense foi muito forte nas boas para o Candé, o Candé nas segundas bolas para o Nakajima. O Fabrício é muito inteligente. Mérito do Portimonense nestas dificuldades”

Paulinho

“Os adeptos têm uma grande parte nisso. Até aqui há uns meses quando o Paulinho falhava muitos golos foi o público que o ajudou. Eu sempre estive satisfeito com ele. É óbvio que ele tem de fazer os golos, ele é quem mais sofre com isso. Não é uma vitória pessoal, é uma vitória da equipa, dos jogadores, que gostam muito do Paulinho, dos adeptos que também gostam muito dele”

É possível fazer melhor em 2022?

“É possível. Não chegámos aos 100%, não chegámos aos 90%. É muito difícil manter o registo, mas é sempre possível fazer melhor, temos de olhar para isso, sabendo que é jogo a jogo. Temos de vencer o Santa Clara, preparar bem esse jogo, descansar agora a cabeça porque a época tem sido desgastante. Mas é sempre possível fazer melhor, não só nos resultados, mas também podemos crescer como equipa”

Clássico, a torcer pelo FC Porto ou pelo Benfica?

“Não, sempre com uma camisola verde. Não sei se vou conseguir ver o jogo porque com os meus filhos em casa é difícil [risos], mas sempre com a camisola verde, a pensar no Santa Clara. Não vamos estar aqui a dizer que não é importante: alguém vai perder pontos e nós vamos ganhar vantagem sobre alguém ou sobre os dois. É importante os rivais perderem pontos e nós estamos confortáveis com esta vitória”