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Entrevista a Kika Nazareth: “Não gosto de dizer futebol feminino. É o futebol, sem género”

Na antecâmara da segunda presença nacional no Europeu feminino, a criativa do Benfica fala com a Tribuna Expresso, na Cidade do Futebol, sobre a competição que colocará a seleção "no topo da exigência", enfrentando Suíça, Países Baixos e Suécia. Kika fala sobre a preparação para a prova, a intuição como arma dentro de campo e de como poder sonhar com uma carreira na elite sendo mulher é já "a grande vitória"

Pedro Barata e José Fernandes

José Fernandes

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As sanções à Rússia devido à guerra na Ucrânia repescaram Portugal para o Europeu feminino, a disputar em Inglaterra de 6 a 31 de julho. A seleção participa no torneio pela segunda vez — estreia-se dia 9, contra a Suíça — e tem em Kika Nazareth uma estrela emergente. A jovem de 19 anos fala como dribla: espontânea, repentista, original.

Há três anos, para o Europeu sub-19, levaste umas meias da sorte. Já as meteste na mala para Inglaterra?
Continuo a ter as minhas meias, mas já não sou tão supersticiosa com elas. De há três anos para cá tive uma mudança natural e agora acho que é outro patamar. Sempre com a mesma ambição, sempre para ganhar, mas é outro contexto, é o Europeu da seleção A. Perdi um bocadinho o bichinho pelas meias e pela minha criancice, que ainda cá está presente, fora e dentro de campo, mas as meias já não são o meu amuleto da sorte.

Como viveste a entrada à última da hora, pela ausência da Rússia?
Trocaria uma ida ao Europeu pelo fim da guerra, sem dúvida. Mas aconteceu e esta presença no Europeu é muito importante para nós. Nem consigo sequer imaginar como será, já tentei e não consigo. Não tenho noção do que vamos viver.

Como tem sido o estágio na Cidade do Futebol?
Temos trabalhado com confiança, ainda que com máximo respeito por todas as equipas. Temos a noção que estamos no topo da exigência, contra equipas que já foram campeãs do Mundo e da Europa. Fazermos a preparação nestas condições é um luxo.

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