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Vítor Bruno: “Eu sei que as pessoas olham muito para os números, mas o Taremi dá uma riqueza brutal ao nosso jogo”

Treinador adjunto do FC Porto defendeu Mehdi Taremi aos microfones da Sport TV, depois de mais um jogo em que o iraniano não marcou, mas ajudou a equipa na goleada por 4-0 frente ao Vizela

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MANUEL FERNANDO ARAUJO/LUSA

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Entrada forte

"O Vizela com um registo caseiro admirável até à data, com apenas uma derrota aqui e contra um candidato ao título, no último minuto. O que diz bem da força da equipa perante os seus adeptos, uma marca forte que o seu treinador também apregoa. Adeptos com bastante incentivo. Era nossa obrigação esvaziar um bocadinho o balão e atirar-nos ao jogo com tudo desde o início. Criámos várias situações de golo na fase inicial, sete, oito, não sei precisar. A equipa foi muito séria e honesta com o jogo e depois naturalmente as coisas acabaram por sair"

2.ª parte

"Com a expulsão e o nosso terceiro golo naturalmente - e apesar de não ser essa a mensagem que é veiculada para o campo - os jogadores acabam por querer fazer uma gestão de jogo, que não devendo acontecer acaba por ser aceitável"

Taremi

"O Mehdi tem pisado zonas diferentes do campo. Sentimos que em determinado momento começaram os holofotes a estar muito em cima dele, com a ausência de golos, assistências. Nós achámos por bem tirá-lo um bocadinho da ação, para ele também ganhar alguma segurança, paz de espírito e perceber que quando retornasse ia fazer um jogo com a qualidade que ele faz. Eu sei que as pessoas olham muito para os números e o que é quantificável, mas o Taremi é um daqueles jogadores que cria espaços para o colega, trabalha em apoio, ataca espaço, joga dentro do bloco adversário, joga por fora. Dá uma riqueza brutal ao nosso jogo. Ele quase tem um radar na cabeça do qual quase nunca de desconeta"

10.ª vitória seguida

"Significa que estamos a fazer o nosso trabalho, amanhã regressaremos ao Olival para prepara o próximo jogo. [Confiantes para o Benfica?] Sim, confiantes, mas não pelo que aconteceu aqui, mas sim porque confiamos muito no nosso trabalho, no que os jogadores nos dão, aquilo que aprendemos com eles todos os dias, porque são jogadores extremamente inteligentes e que se dedicam ao trabalho de uma forma impar. Esse é o nosso conforto principal"