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Um mal maior

Pedro Adão e Silva analisa a saída de Jorge Jesus do Benfica, afirmando que o regresso do treinador "fora de tempo e fora de tom, deve ser interpretado como aquilo que efetivamente foi: um ato desesperado de Luís Filipe Vieira e o estertor da sua presidência". Sublinha ainda que pouco serve mudar de treinador se não for feita "uma reflexão e uma escolha sobre o projeto desportivo" para o clube

Pedro Adão e Silva

JOSE COELHO

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Jorge Jesus abandonou finalmente o comando técnico do Benfica. A decisão peca apenas por tardia. Desde o seu regresso, cada dia que passou foi um dia perdido para o Benfica. O regresso do amadorense, fora de tempo e fora de tom, deve ser interpretado como aquilo que efetivamente foi: um ato desesperado de Luís Filipe Vieira e o estertor da sua presidência.

Se o regresso foi um erro, a sua continuidade no verão passado não foi um erro menor. Após uma temporada desportiva penosa, que culminou numa derrota lastimável na final da Taça, sempre acompanhada de desculpas e declarações incompreensíveis, Jorge Jesus estava a prazo. Entretanto, as declarações sem nexo, mas invariavelmente prejudiciais aos interesses do clube, e a falta de respeito que, mais recentemente, revelou em relação ao Benfica e aos seus sócios tornaram a sua continuidade insustentável.

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