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Auriol Dongmo acaba no 5.º lugar dos Mundiais: “Em Tóquio estava muito mais bem preparada, mas eu hoje também estava bem, fiz uma boa marca”

Garantiu não sentir ansiedade e estar bem tecnicamente, mas, na prova final, Auriol Dongmo lançou apenas a 19,62 metros na madrugada deste domingo, marca que lhe deu a quinta posição no lançamento do peso nos Mundiais de Eugene, nos EUA,

Lusa

Ezra Shaw/Getty

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A portuguesa Auriol Dongmo lamentou não ter conseguido repetir o aquecimento na final do lançamento do peso dos campeonatos do mundo de atletismo, na madrugada deste domingo, em Eugene, nos Estados Unidos.

A quarta classificada nos Jogos Olímpicos Tóquio2020 terminou o concurso na quinta posição, com 19,62 metros, aquém dos 20,43 do recorde nacional, que, em março, lhe valeram a conquista do título de campeã do mundo em pista coberta, em Belgrado.

“Em Tóquio estava muito mais bem preparada, mas eu hoje também estava bem, fiz uma boa marca no aquecimento, só que não conta. Agora é pensar nos Europeus”, avaliou a lançadora do Sporting.

A norte-americana Chase Ealy, vice nos Mundiais ‘indoor’, confirmou o estatuto de líder do ‘ranking’ mundial (20,51) logo na primeira tentativa, com um arremesso a 20,49, que lhe valeu o título – o primeiro conquistado pelos Estados Unidos no peso, e também nos seus Mundiais, na sua ‘cidade atletismo’.

Dongmo começou com 19,44 e melhorou, para os 19,62 que não conseguiu repetir, com 19,38, um nulo, 19,39 e 19,54.

A chinesa Lijiao Gong, bicampeã do mundo em título, medalha de ouro em Tóquio2020, prata em Londres2012 e bronze em Pequim2008, com 20,39, a sua melhor marca do ano, terminou no segundo lugar, assegurando a sua sétima subida seguida ao pódio em Mundiais.

Com 19,77, e o recorde dos Países Baixos, Jessica Schilder, terceira nos Mundiais em pista coberta, ocupou o último lugar do pódio, apesar de a canadiana Sarah Mitton, no seu último lançamento, ter igualado a neerlandesa e arrebatado o quarto lugar a Dongmo.

“Não posso dizer que foi difícil, mas é o desporto, acontece. Eu estava bem no aquecimento, mas não consegui concretizar na prova”, lamentou a portuguesa, após os seus terceiros Mundiais, os primeiros com as cores lusas, depois de dois ainda como camaronesa, sem superar a qualificação.

Dongmo, de 31 anos, tinha chegado a Eugene2022 com a segunda melhor marca do ano (20,43), apenas atrás de Ealy (20,51), rejeitando que o primeiro lançamento da norte-americana a tenha pressionado.

“Não tive ansiedade, fisicamente estava bem, mas, tecnicamente, não estava a sair bem”, concluiu.