Tribuna Expresso

Perfil

Modalidades

Brittney Griner declarou-se culpada por tráfico de droga, mas Casa Branca mantém intenção: "Vamos fazer tudo para a trazer de volta a salvo"

Apesar de não adiantar quaisquer informações acerca da estratégia do governo norte-americano para retirar a basquetebolista da Rússia, a porta-voz da Casa Branca garantiu que a admissão de culpa de Brittney Griner nada mudou na vontade da administração de Joe Biden em trazer a jogadora para os EUA

Lusa

Ethan Miller/Getty

Partilhar

A Casa Branca defendeu, na quinta-feira, que a admissão de culpa da basquetebolista norte-americana Brittney Griner, por crimes relacionados com tráfico de droga, não altera a intenção de trazer a atleta da Rússia para os Estados Unidos.

“Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para trazer a Brittney Griner de volta para casa a salvo”, afirmou Karine Jean-Pierre, porta-voz da Casa Branca, durante a conferência de imprensa diária.

A responsável recusou comentar a estratégia da equipa legal da atleta, que se declarou culpada, salientando que os Estados Unidos estão a trabalhar com Griner e os seus representantes há vários meses.

A basquetebolista norte-americana Brittney Griner declarou-se culpada dos crimes relacionados com tráfico de droga, durante o julgamento que decorre na Rússia, onde está em prisão preventiva desde fevereiro.

“Pretendo declarar-me culpada de todas as acusações”, disse Griner, assinalando que “não tinha intenção de violar as leis russas” e explicando que a situação foi motivada por descuido e pressa no momento de preparar as malas para sair da Rússia.

A basquetebolista, bicampeã mundial e olímpica pelos Estados Unidos, foi presa em fevereiro no aeroporto Sheremétevo, em Moscovo, depois de funcionários da alfândega terem encontraram óleo de canábis entre a sua bagagem.

“Fiz as malas de forma apressada e as embalagens acabaram por ir parar, acidentalmente, à minha bolsa”, disse a atleta, que voltará a comparecer em tribunal em 14 de julho.

A ‘estrela’ dos Phoenix Mercury, de 31 anos, responde em julgamento desde a semana passada e incorre numa pena de prisão que pode atingir 10 anos.

Já hoje, a diplomacia russa criticou o “ruído mediático” nos Estados Unidos em tornou de Griner, com o vice-ministro das Relações Exteriores, Sergei Riabkov, a advertir que o “exagero público” dos norte-americanos não ajuda nas conversações entre Moscovo e Washington, para a negociação de uma eventual troca de prisioneiros entre os dois países.