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Joe Biden já leu a carta de Brittney Griner, mas a frustração continua a aumentar: “Se fosse LeBron, ele estaria em casa, certo?”

Desde que se soube da detenção de Brittney Griner, na Rússia, os apelos para que o governo norte-americano consiga a libertação da jogadora chegam um pouco por todo o lado. O mais recente chegou da parte da própria e já foi entregue a Joe Biden, presidente dos EUA que continua sem qualquer contacto com a família de Griner. Da parte dos que são próximos da jogadora e dos adeptos, pede-se que o líder do país faça mais

Rita Meireles

KIRILL KUDRYAVTSEV/Getty

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Ainda detida na Rússia, Brittney Griner fez um pedido ao presidente norte-americano: “Por favor, não se esqueça de mim e dos outros prisioneiros americanos”.

Fê-lo através de uma carta escrita à mão e enviada para a Casa Branca, onde confessou a Joe Biden ter medo de nunca mais voltar a casa. O presidente já leu as palavras da jogadora das Phoenix Mercury e da seleção dos Estados Unidos, ainda que a sua esposa, Cherelle Griner, tenha afirmado num programa de televisão não ter recebido nenhuma notícia da parte de Biden.

A assessora de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, foi questionada repetidamente sobre Griner na terça-feira, durante o habitual briefing. A funcionária respondeu que Joe Biden leu a carta, mas não especificou a sua reação. "Isto é muito pessoal para ele", garantiu.

Karine Jean-Pierre não disse se havia planos para Biden falar com a família de Griner, algo que Cherelle já solicitou várias vezes, mas disse que Jake Sullivan, o conselheiro de segurança nacional, e Antony Blinken, secretário de estado, falaram ambos com a mulher de Griner recentemente. O que a assessora fez questão de realçar é que o objetivo de Biden é levar a jogadora e outros americanos para casa.

“Vamos utilizar todas as ferramentas que pudermos para que isso aconteça", disse Jean-Pierre.

Mas a falta de resultados, até ao momento, tem causado frustração a muitas pessoas. Na passada terça-feira, Vanessa Nygaard, treinadora das Mercury, levantou a questão: E se alguém como LeBron James estivesse no lugar de Griner?

"Se fosse LeBron, ele estaria em casa, certo?" Nygaard disse, de acordo com Casey L. Moor do "USA Today". "É uma declaração sobre o valor das mulheres. É uma declaração sobre o valor de uma pessoa negra. É uma declaração sobre o valor de uma pessoa homossexual. Todas essas coisas. Nós sabemos, e é isso que dói um pouco mais".

Griner está no meio de um julgamento na Rússia que começou na semana passada. A jogadora foi presa a 17 de fevereiro, depois de as autoridades russas terem alegadamente encontrado óleo de canábis na bagagem da atleta. No momento Griner estava num aeroporto russo e preparava-se para regressar aos jogos pela sua equipa russa. O julgamento será retomado na próxima quinta-feira.