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Fórmula 1 condena palavras racistas de Nelson Piquet sobre Hamilton: “O Lewis é um embaixador da modalidade e merece respeito”

O brasileiro comentou de forma pouco adequada o acidente entre Max Verstappen e Lewis Hamilton no GP da Grã-Bretanha do ano passado. A Mercedes também condenou a linguagem utilizada pelo brasileiro tricampeão do mundo. Hamilton respondeu em português

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A organização da Fórmula 1 apressou-se a condenar a utilização de vocabulário racista por parte do antigo piloto e tricampeão do mundo de F1, Nelson Piquet, sobre Lewis Hamilton. O brasileiro de 69 anos comentava, num podcast do seu país, o acidente entre Max Verstappen, atual campeão do mundo e namorado da sua filha, e o heptacampeão da Mercedes, no Grande Prémio da Grã-Bretanha de 2021, tratando o britânico por um termo racista. O podcast foi gravado no final de 2021, mas só agora as declarações do brasileiro ganharam eco.

A Fórmula 1 emitiu uma declaração: “Linguagem racista ou discriminatória é de todas as formas inaceitável e não tem lugar na sociedade. O Lewis é um embaixador incrível para a nossa modalidade e merece respeito”. A organização acrescentou ainda: “Os seus esforços incansáveis para aumentar a diversidade e a inclusão são uma lição para muitos e algo em que estamos empenhados na F1”.

A Mercedes, equipa de Lewis Hamilton, também reagiu: “Condenamos de forma veemente qualquer utilização de linguagem racista ou discriminatória. O Lewis tem liderado os esforços da nossa modalidade para combater o racismo e é um verdadeiro campeão da diversidade, na pista e fora dela”.

“Juntos, temos uma visão diversa e inclusiva do desporto motorizado, e este incidente sublinha a importância fundamental de continuarmos a lutar por um futuro melhor”, declarou ainda a marca alemã.

Nelson Piquet tem um historial de comentários infelizes sobre os adversários e não só, como se vê agora. Durante a carreira, foram várias as vezes em que Piquet se dirigiu de forma pouco digna ao compatriota Ayrton Senna. O antigo piloto chegou a pôr em causa a sexualidade de Senna e a chamar-lhe “o taxista de São Paulo”. Também a rivalidade com Nigel Mansell, na Williams, foi exacerbada pelos comentários ofensivos do brasileiro sobre a mulher do inglês. Durante muito tempo, os dois eram companheiros de equipa e não se falavam.

Lewis Hamilton reagiu à polémica de forma curiosa. No Twitter, o piloto que é cidadão honorário do Brasil, escreveu em português: "Vamos focar em mudar a mentalidade". Logo de seguida, já em inglês, o britânico de 37 anos desenvolveu, sublinhando que o problema vai para lá da "linguagem".

"Estas mentes arcaicas têm de mudar e não têm lugar no nosso desporto. Toda a minha vida fui rodeado destas atitudes. Já houve muito tempo para aprender, agora é tempo de agir", escreveu Hamilton.