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Fabian Marozsan, n.º 128 do ranking, choca Roma e elimina Alcaraz: “Não podia imaginar isto, era o meu sonho ontem à noite”

O tenista húngaro superou Carlos Alcaraz, que acabava de recuperar o número 1 do ranking ATP, em 1h42, na terceira ronda do Masters 1.000 de Roma. Fabian Marozsan falou em perfeição no dia em que o prodígio espanhol terá tido a pior derrota da carreira

Hugo Tavares da Silva

Alex Pantling

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Tinha acabado de recuperar o céu, o número 1, uma meta pela qual vai correr a vida toda. Esperava-se mais uma trajetória estelar em Roma, mas o ténis, bendito, ainda surpreende. Carlos Alcaraz foi esta tarde eliminado por Fabian Marozsan, um estreante nestas andanças que ainda navega nas profundezas do ranking (135).

O húngaro, de 23 anos, bateu o prodígio espanhol, por 6–3 e 7-6, na terceira ronda deste torneio Masters 1.000. É a primeira vez, em 2023, que o murciano não alcança as semifinais de um torneio.

É uma derrota que naturalmente faz desmaiar os queixos até ao chão. Ao longo de 1h42, Alcaraz, de 20 anos, não se impôs como tem sido hábito, mesmo quando as coisas não começam tão bem. Na ronda anterior, Carlitos eliminou o compatriota Albert Ramos-Vinolas.



Alex Pantling

“Não é fácil dizer alguma coisa. Estou muito, muito feliz”, confirmou o magiar no final da partida. “Não podia imaginar isto. Era o meu sonho ontem à noite. Agora é verdade, estou muito, muito feliz com isto. Eu só tentei fazer algo especial, talvez ganhar alguns jogos ou um set ou qualquer coisa assim, e acabei de lhe ganhar…”

O tenista de Budapeste, que alcançou o lugar mais alto do ranking ATP em março (128.º), confirmou que tudo correu na perfeição no court contra uma fera que promete ser promovida a lenda. “O público, o tempo, o court. Estou simplesmente feliz por estar a fazer o meu trabalho”, comentou, valorizando seis pontos seguidos que conseguiu quando perdia por 1-4 num tiebreak.

E acrescentou: “É incrível. Não sei o que aconteceu durante esses pontos, tentei apenas devolver cada bola e tentar o meu melhor. Tentei perceber como fazer pontos contra ele naquela situação difícil, e aconteceu. Não sei o que dizer”.

Já o espanhol estava desolado no final da partida, no principal court do Open de Itália, em Roma. “Tentei lutar, tentei estar ali sempre. No segundo set tive as minhas oportunidades, fez-me um break e eu fiz um contrabreak”, explicou. “Tive as minhas oportunidades, mas não soube lê-las, isso é o que me lixa."

O calendário e a ambição levam-no agora para Paris, para disputar o Roland-Garros, entre 22 de maio e 11 junho. O ano passado o espanhol não foi além dos quartos de final do torneio parisiense, depois de cair com o alemão Alexander Zverev.