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Andy Murray volta a defender que tenistas russos e bielorrussos sejam autorizados a jogar em Wimbledon

Em 2022, a organização do torneio admitia “considerar responder adequadamente” caso “as circunstâncias” mudassem. Um ano depois a situação não está diferente, pelo que o mesmo desfecho não estará fora de hipótese. O torneio vai disputar-se entre 3 e 16 de julho

Expresso

Mohamed Farag

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A invasão russa na Ucrânia mudou o desporto como o conhecemos. Foram geradas discussões, levantadas questões morais e sentenciadas sanções. O ténis não foi diferente e a organização de torneios como Wimbledon, por exemplo, decretaram a impossibilidade de tenistas russos e bielorrussos participarem naquele evento.

Andy Murray, uma das vozes mais respeitadas da modalidade, mostrou-se na altura contra essa opção. E assim continua.

“É um tema mesmo difícil”, começou por dizer à BBC. “E tenho pena pelos jogadores que não puderam jogar no ano passado, mas também percebo a situação e a razão pela qual é tão difícil Wimbledon tomar essa decisão. O meu entendimento é que é que eles vão ser autorizados a jogar e eu não vou ficar louco se isso acontecer”, desabafou.

Apesar da simpatia quanto à mudança de rumo da sentença, no entanto, acrescentou: “Mas se Wimbledon for por outro caminho, eu seria compreensivo”.

A sanção de 2022 impediu a participação de tenistas como Daniil Medvedev, na altura o número 2 do mundo, assim como de Aryna Sabalenka, a bielorrussa que alcançou a semifinal em 2021 e que este ano já triunfou no Open da Austrália. O Kremlin considerou então a medida “inaceitável”, defendendo que os atletas estavam a ser mantidos “reféns” do “preconceito político”.

Na altura, a organização do torneio admitia “considerar responder adequadamente” caso “as circunstâncias” mudassem. Um ano depois a situação não está diferente, pelo que o mesmo desfecho não está fora de hipótese.

Embora defenda a participação daqueles atletas russos e bielorrussos, Andy Murray separa as águas do desporto e da vida real e tem contribuído para as vítimas daquela operação militar, doando mais de 600 mil euros para organizações humanitárias e para crianças afetadas pela guerra.

O torneio de Wimbledon vai jogar-se, em Londres, entre 3 e 16 de julho.