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Nadal volta a “pensar na saúde” a três semanas do US Open e não vai estar em Montreal

O tenista, que abandonou em Wimbledon devido a uma rutura de sete milímetros no abdómen, explicou que sentiu uma "pequena moléstia" na quinta-feira. O torneio canadiano arranca este domingo e também não vai contar com Novak Djokovic porque, tal como aconteceu na Austrália, o sérvio não está vacinado

Hugo Tavares da Silva

Visionhaus

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O corpo voltou a pedir a Rafael Nadal uma pausa. Obediente e paciente, o espanhol anunciou que não estará no Masters 1.000 do Canadá, admitindo pela enésima vez que terá de ser “prudente” e “pensar na saúde”.

O tenista abandonou o torneio de Wimbledon antes da esperada e tão ansiada semifinal contra Nick Kyrgios, por uma lesão de sete milímetros no abdómen. “Depois das férias e do regresso aos treinos estava tudo a ir bem nestas semanas”, explicou-se nas redes sociais. “Há quatro dias comecei também a treinar o serviço e ontem [quinta-feira], depois do treino, senti uma pequena moléstia que hoje [sexta-feira] continua.”

Foi por isso que Nadal, o melhor tenista da temporada (92% de vitórias e triunfos no Open da Austrália e no Roland-Garros), decidiu não viajar para Montreal para continuar a treinar “sem forçar”. O canhoto agradeceu “de coração” ao diretor do torneio, Eugene Lapierre, pela compreensão e apoio.

O torneio canadiano arranca no domingo e é uma das últimas paragens antes do US Open, em Nova Iorque, que se joga entre 29 de agosto e 11 de setembro. Ambos os eventos não contarão com a presença de Novak Djokovic, por não estar vacinado contra a covid-19.

A vacinação é obrigatória para entrar no Canadá, tal como acontece nos Estados Unidos, por isso o campeão de Wimbledon ficará, como aconteceu na Austrália, longe da ação e de poder competir com Rafael Nadal na corrida pelo maior número de majors conquistados. O sérvio, de 35 anos, tem 21 torneios do Grand Slam no currículo, enquanto Nadal, de 36 anos, soma 22, dois deles em 2022.

Simon M Bruty

Depois de conquistar Wimbledon, uma prova em que não foram contabilizados os pontos para o ranking ATP, Djokovic garantiu: “Não estou vacinado e não planeio ser vacinado”.

E acrescentou: “As únicas boas notícias que posso ter é se eles removerem a obrigatoriedade de se estar vacinado para entrar nos Estados Unidos ou então obtendo uma isenção. Se vou participar brevemente nalgum torneio? O certo é que vou descansar nas próximas semanas porque tem sido um período desgastante e exigente para mim. Depois vou esperar boas notícias dos Estados Unidos porque adorava lá ir”.

As boas notícias ainda não chegaram e é provável que não cheguem. Para já, Montreal é uma miragem impossível. O US Open para lá caminha. Sem Rafa e Djoko, a luta pelo maior tenista de todos os tempos, pelo menos de acordo com os troféus, fica em stand-by até 2023.