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Rúben Amorim regressa ao Casa Pia, onde “provou ter mãozinhas” para ser treinador: “Este êxito todo não surpreende. Ele é diferenciado”

Nos oitavos de final da Taça de Portugal, o técnico do Sporting volta como campeão nacional à casa onde, em 2018/19, foi treinador estagiário no papel, mas principal na prática. A Tribuna Expresso ouviu os relatos de três dos jogadores do plantel da então equipa do Campeonato de Portugal para saber que Rúben "agarrou o grupo" desde o início por "fazer com que todos os jogadores se sentissem importantes", revelando uma "estrutura mental muito forte". Uma primeira experiência que acabou com uma "saída triste", proporcionada por um castigo federativo que depois seria anulado

Pedro Barata

Gualter Fatia/Getty

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Estávamos em janeiro de 2019. O Casa Pia seguia no segundo lugar da Série D do Campeonato de Portugal, tendo vencido, na última partida que havia disputado, o Louletano por 2-1. Tratava-se da oitava vitória nos derradeiros 10 jogos realizados pelos lisboetas no campeonato. No entanto, algo estava prestes a mudar no clube e, consciente disso, Evandro Roncatto pegou no telemóvel.

O experiente avançado brasileiro era uma das pessoas no plantel do Casa Pia que melhor conhecia o treinador, dado que ele e Rúben Amorim tinham sido companheiros de equipa em 2007/08, no Belenenses de Jorge Jesus. E Roncatto sabia que, devido ao castigo que lhe havia sido imposto pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, Amorim estava decidido a deixar o comando técnico do Casa Pia.

Roncatto ligou ao seu treinador, dizendo-lhe que tinha o apoio do "grupo incrível que tinha montado", mas não o conseguiu demover. No dia seguinte, quando Amorim se foi despedir do plantel, "todos os jogadores se levantaram e tentaram convencê-lo a ficar". Nenhum teve êxito.

A 22 de janeiro de 2019, um castigo federativo precipitava o fim da ligação de Rúben Amorim ao Casa Pia, o mesmo que dizer que acabava a primeira etapa do treinador que, em 2021, não parou de surpreender — e de ganhar — na elite do futebol português.

Gualter Fatia/Getty

Desde aquele momento até agora, quando Amorim volta a Pina Manique para disputar os oitavos de final da Taça de Portugal, passaram menos de três anos, mas é legítimo dizer que, na vida do treinador, parece que passaram três décadas. Rúben Amorim quebrou um jejum de 19 anos sem o título nacional para o Sporting, juntando a isso uma Supertaça, uma Taça da Liga, a presença nos oitavos de final da Liga dos Campeões e a sensação de ter dado pujança e estabilidade renovada a um clube em eterno conflito.

Mas, há não muito tempo, Rúben Amorim era um antigo internacional português a abraçar uma nova carreira como treinador estagiário no futebol não profissional.

A 10 de julho de 2018, o Casa Pia anunciou, na sua página oficial no Facebook, que ele seria o novo treinador da equipa. O conjunto da capital competia na Série D do Campeonato de Portugal, o terceiro escalão nacional, fora da esfera do profissionalismo englobado nos dois principais campeonatos, os quais são organizados pela Liga Portugal.

Por não ter as qualificações necessárias, o ex-médio de Belenenses, Benfica ou SC Braga seria, no papel, treinador estagiário, sendo José da Paz o técnico principal. Na prática, era Amorim o líder da equipa. Pode parecer um pormenor, mas viria a ter consequências decisivas para o final prematuro da primeira experiência de Rúben no banco.

Do primeiro plantel que Amorim teve às suas ordens faziam parte Bruno Simão, defesa já com muita experiência no futebol português e internacional, Mateus Fonseca, médio formado no Sporting, e Evandro Roncatto, avançado brasileiro que, mais de 10 anos antes, tinha partilhado balneário com o ex-jogador no Belenenses de Jorge Jesus que bateu o pé ao Bayern Munique. A Tribuna Expresso falou com os três para entender como foi a eclosão do mais recente fenómeno dos treinadores em Portugal.

Roncatto recorda que, quando o técnico chegou ao Casa Pia, houve "expetativas da parte de toda a gente", uma ideia partilhada por Mateus Fonseca, que acrescenta um dado: "O Casa Pia não era uma equipa profissional, tinha um orçamento baixo e costumávamos treinar à noite, mas ele conseguiu que os treinos começassem a ser de manhã".

A força da equipa técnica e do plantel

A Pina Manique, Amorim chegou com Carlos Fernandes e encontrou Adélio Cândido, que já trabalhava no Casa Pia. Os três começavam ali a forjar uma equipa técnica que se manteve vitoriosa em Braga e no Sporting, recordando Mateus Fonseca que Rúben "sublinhava sempre que falar ele, o Carlos ou o Adélio era igual", devendo o "respeito ser o mesmo". A importância que o agora campeão nacional dá aos adjuntos é uma característica que, segundo Bruno Simão, "já se notava no Casa Pia" e se manteve em Alvalade.

A equipa técnica do Sporting festeja a Supertaça. Amorim é ladeado, à sua direita, por Adélio Cândido, e, à sua esquerda, por Carlos Fernandes, dois homens que começaram a trabalhar consigo no Casa Pia

A equipa técnica do Sporting festeja a Supertaça. Amorim é ladeado, à sua direita, por Adélio Cândido, e, à sua esquerda, por Carlos Fernandes, dois homens que começaram a trabalhar consigo no Casa Pia

Gualter Fatia

Mas, falando em características que Rúben Amorim apresenta no comando do Sporting, poucas serão tão marcantes como o ênfase dado "à força do grupo", colocando o técnico muita importância na convivência positiva entre todos no plantel. Ora, para os primeiros destinatários das mensagens do Amorim-treinador, esta marca já era evidente.

"O Rúben Amorim dá imensa importância à qualidade do grupo", explica Roncatto, que frisa que "a equipa técnica está sempre a fazer tudo para que haja um bom balneário".

Mateus Fonseca subscreve a opinião do brasileiro, considerando que Amorim "agarrou o grupo" desde o início no Casa Pia por "fazer com que todos os jogadores se sentissem importantes, conseguindo passar a mensagem de que todos contam": "Ele é muito exigente no treino, mas fora disso é um brincalhão, é acessível. Se tinha algo para dizer, dizia com o grupo todo junto. Nós tínhamos um plantel verdadeiramente unido, talvez o melhor balneário que apanhei na minha carreira", opina Mateus, hoje ao serviço do Atlético Clube de Portugal.

Roncatto refere que, "até pela pouca idade que tinha", Amorim "sabia cativar o balneário como se fosse jogador". O dianteiro foi companheiro de Rúben como futebolista no Belenenses e depois treinador por ele no Casa Pia, algo que se repetiu, no Sporting, com jogadores como Neto ou João Pereira. Roncatto assume que "não podia ter as mesmas atitudes que tinha" quando eram companheiros, porque Amorim tinha passado a ser o seu "comandante", mas revela que isso não impediu que a relação entre os dois "continuasse a ser muito boa".

Quando foi colega de equipa do então médio, conta o avançado brasileiro, "nunca pensou que ele pudesse virar treinador", brincando com Amorim no Casa Pia ao dizer-lhe que "ele estava mais para diretor de futebol do que para treinador". E resume o sentimento do plantel do Casa Pia face ao técnico: "Todo o mundo adorava o Rúben".

Evandro Roncatto, numa partida no Casa Pia

Evandro Roncatto, numa partida no Casa Pia

Gualter Fatia/Getty

Tal como em Alvalade, as derrotas antes das vitórias

Apesar da "certeza absoluta" e da "confiança enorme no trabalho" que era transmitida pela equipa técnica, como descreve Bruno Simão, que diz que "a maioria dos jogadores sentiu uma diferença para melhor a nível de rigor e qualidade", os primeiros resultados do ex-internacional português não foram bons. O Casa Pia iniciou a época 2018/19 com duas derrotas, perdendo por 1-0 contra o Louletano e o Moura. Os lisboetas rumavam para a terceira jornada da Série D do Campeonato de Portugal sem pontos e sem golos.

Só que, tal como no Sporting, as derrotas precederam vitórias. Muitas vitórias. Se em 2020/21 a goleada sofrida pelos leões, em casa, perante o LASK Linz foi uma espécie de ponto baixo que antecedeu a ascensão e, em 2021/22, outra derrota pesada em Alvalade na Europa — desta feita contra o Ajax — foi um choque com a realidade da Champions antes de conseguir competir com a elite continental e chegar aos oitavos, os desaires iniciais no Casa Pia também foram o começo de algo.

"As coisas até começaram mal, mas ele não abdicou da sua ideia e demos a volta por cima", lembra Mateus Fonseca. Depois das referidas duas derrotas, o Casa Pia venceu os seis jogos seguintes, com 22 golos marcados e dois sofridos.

Bruno Simão destaca que Amorim "transportou o espírito de jogador para o de treinador", conseguindo ser "próximo dos futebolistas" e sabendo "os pontos fortes a explorar num atleta", sendo capaz de "entrar na mente dos jogadores", algo "muito importante".

Para Roncatto, "via-se, no trabalho diário, que ele seria um grande técnico", tendo, naqueles meses, "provado ter mãozinhas para ser treinador", evidenciando "uma estrutura mental muito forte". O brasileiro diz que "já estava habituado a um nível de treino elevado", mas que "para alguns jogadores" os métodos de Amorim foram "um choque de realidade", o que teve um efeito positivo: "Os mais novos, em particular, entenderam que podiam chegar a um patamar mais elevado. Toda a gente que saiu dali levou um pouco da mensagem e ideia do Rúben e todos se sentiam melhores jogadores, havendo depois vários que subiram de patamar na carreira".

Mateus Fonseca realças as "ideias de jogo claras" desde o início e a "intensidade" dos treinos, que "eram sempre a mil", não sendo permitido "tirar o pé". E vinca também a "exigência" quanto à linha defensiva, que teve "um papel fundamental" para os bons resultados, noutra marca que Amorim transportou para o Sporting.

Após 18 jornadas da série D do Campeonato de Portugal, o Casa Pia seguia em segundo, a três pontos do Praiense, fruto de 13 vitórias e cinco derrotas. Na Taça de Portugal, os lisboetas chegaram à quarta eliminatória, onde foram eliminados pelo Paços de Ferreira. Até que, a meados de janeiro, tudo terminou.

O "golpe duro" da saída

Amorim não possuía as qualificações necessárias para ser treinador principal, pelo que estava inscrito como treinador estagiário, sendo José da Paz o técnico principal nas fichas de jogo. Ora, como Rúben "dava, de forma permanente, indicações para o campo", a Associação Nacional dos Treinadores de Futebol fez uma queixa contra Amorim, considerando que "os factos consubstanciavam um ilícito disciplinar que importa registar, em prol da verdade desportiva".

Na denúncia, a Associação juntou o comunicado do Casa Pia em que anunciou Amorim como novo técnico principal, estando José da Paz como adjunto.

Após esta queixa, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol aplicou penas pesadas a Amorim e ao Casa Pia: o clube foi sancionado com uma multa de 14 mil euros, a perda de seis pontos e cinco jogos à porta fechada; Amorim foi castigado com uma suspensão de três meses, 2.600 euros de multa e inibição de ser inscrito como treinador durante um ano; José da Paz, que estava inscrito como treinador principal, foi multado em 1.200 euros e suspenso por quatro meses.

Perante este castigo, o antigo jogador decidiu, por sua iniciativa, sair do Casa Pia, numa decisão comunicada a 22 de janeiro de 2019 e que foi vivida com "grande revolta" pelo balneário, como adjetiva Bruno Simão.

Roncatto garante que "a saída foi um golpe duro para todos, algo muito mau". O avançado brasileiro, Bruno Simão e Mateus Fonseca recordam como o balneário tentou convencer o técnico a ficar, sem eficácia, num "momento triste", segundo Fonseca.

"O problema estava relacionado com as penalizações que o Casa Pia ia sofrer, algo que ele não queria que acontecesse. Mas, mesmo depois da saída dele, mantivemos sempre o contacto, ligávamos-lhe e falávamos. O Rúben é um menino verdadeiramente espetacular", garante Evandro Roncatto.

Mateus Fonseca num lance com Daniel Bragança num jogo entre Casa Pia e Estoril

Mateus Fonseca num lance com Daniel Bragança num jogo entre Casa Pia e Estoril

Gualter Fatia/Getty

Bruno Simão temeu que, após a saída do antigo jogador de Belenenses, Benfica e Braga, o que "de bom estava a ser feito fosse por água abaixo e fosse retirada a oportunidade de ter sucesso a alguém que respira qualidade". Não obstante, quer o clube quer o treinador não demoraram muito a ter boas notícias.

A 10 de maio de 2019, o Tribunal Arbitral do Desporto Português (TAD) deu razão ao recurso interposto por Rúben Amorim e pelo Casa Pia, revogando os castigos impostos ao técnico e ao emblema lisboeta pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol. O TAD impugnou a decisão, tendo todas as sanções desportivas e económicas — afectando o Casa Pia, Amorim e José da Paz — sido anuladas.

Pouco depois, o Casa Pia venceria a edição 2018/19 do Campeonato de Portugal — tendo o segundo melhor marcador da Série D sido Beto, que agora brilha na Udinese —, subindo à II Liga. Roncatto defende que "também podemos considerar Amorim campeão nacional do Campeonato de Portugal, porque ele é que montou a equipa e manteve o plantel", ainda que não tenha concluído a temporada no comando técnico do conjunto da capital.

Se o Casa Pia recuperou bem da saída de Amorim, a ascensão do treinador depois de sair de Pina Manique foi meteórica e visível para todos. 11 jogos no Sporting Braga B em 2019/20 bastaram para dar o salto para a equipa principal dos minhotos, onde 13 partidas e uma Taça da Liga convenceram o Sporting a avançar para a sua contratação, tendo o treinador chegado a Alvalade menos de 14 meses depois da sua atribulada saída do Casa Pia.

PATRICIA DE MELO MOREIRA/Getty

Um Casa Pia "um pouco diferente", mas "especial"

Há três anos, em dezembro de 2018, Pina Manique era a casa de Rúben Amorim, e a lá regressa sem esconder que é um "local muito especial", ainda que mantenha o foco competitivo, dado que quer ganhar para "manter as boas recordações de Pina Manique". O técnico dos leões diz que vai "reencontrar pessoas", desde logo o presidente, Victor Franco, ou José da Paz, que continua a trabalhar no clube.

Ainda assim, Amorim sublinhou que o Casa Pia "está um pouco diferente", na medida em que "antigamente era familiar" e "agora tem um investidor". No começo de 2021, o empresário norte-americano Robert Platek tornou-se no novo investidor da SDUQ (Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas) do Casa Pia, ele que é também dono do Spezia, da Série A de Itália.

Com um projeto de crescimento para o clube, os lisboetas, que há bem pouco tempo estavam no terceiro escalão, têm-se encontrado na luta pela subida à I Liga, ocupando o quarto lugar da competição, com os mesmos pontos do Rio Ave, o terceiro classificado.

As mudanças de que Rúben Amorim falava são bem visíveis se olharmos ao plantel. Do elenco que o técnico tinha à disposição em 2018/19, o único jogador que poderá entrar em campo no Casa Pia-Sporting atua... nos campeões nacionais. Trata-se de André Paulo, o habitual terceiro guardião dos campeões nacionais, que trabalhou com Amorim em Pina Manique e foi contratado, no defeso de 2020, para Alvalade.

Umas "duas ou três semanas" depois da saída de Amorim do Casa Pia, Mateus Fonseca partiu o dedo do pé. Rúben Amorim enviou-lhe "uma mensagem de força", porque, "como jogador", "ele tinha tido várias lesões" e sentiu que o médio "podia ir abaixo", decidindo dar-lhe uma palavra de ânimo, conta Fonseca.

Para Evandro Roncatto, a passagem de Amorim no Casa Pia "foi muito importante" para o técnico, porque este "estava habituado a, como jogador, competir num nível muito alto, a estar na seleção, e teve de ir para um Campeonato de Portugal, que não é nada fácil". Mas o brasileiro reconhece que Amorim "se adaptou muito bem", tendo usado a ajuda da suas "experiência no mundo do futebol".

Roncatto brinca, dizendo "ter sido treinado pelos dois melhores treinadores de Portugal, Amorim e Jorge Jesus", mas assegura que "sempre" achou que o atual técnico do Sporting "teria sucesso", embora não pensasse "que fosse tão rápido". O brasileiro destaca o mérito do seu antigo companheiro de "ter tido uma oportunidade e agarrado-a com unhas e dentes", numa visão partilhada por Mateus Fonseca: "Para quem trabalhou com ele, este êxito todo não surpreende. Ele é diferenciado, já no Casa Pia toda a gente sentia isso".

Protagonistas de um passado em que Amorim viveu, por escassos meses, longe dos holofotes mediáticos do futebol, os jogadores do Casa Pia 2018/19 não duvidam em apontar para o que estará para vir quando falam do seu antigo líder. "O futuro dele será maravilhoso", assegura Roncatto. "Sinto-me à vontade para afirmar que ainda muita coisa está por chegar", remata Bruno Simão.

A última partida que Rúben Amorim dirigiu em Pina Manique foi a 20 de janeiro de 2019. Agora, 1.067 dias depois — com passagem para frequentar o célebre curso de treinadores pelo meio —, o técnico voltará a orientar uma equipa no local onde tudo começou, há pouco tempo em tempo de calendário, mas há muito em intensidade de emoções. O treinador estagiário que não podia dar indicações regressa como o grande triunfador do futebol português em 2021.

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