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Sem cerimónias, Zverev arruma Nadal e Federer: “O novo Big Three é composto por Djokovic, Medvedev e eu”

Para o próximo ano, o tenista alemão prevê um eclipse total de duas das maiores figuras do ténis mundial, protagonistas da última década. O jogador prevê que Federer e Nadal já não contarão e, em vez deles, Zverev, Medvedev e o resistente Djokovic serão o trio a ter em conta na vertente masculina da modalidade

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Julian Finney/Getty

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Em entrevista a um podcast da Eurosport alemã, Alexander Zverev não fez cerimónia e colocou-se entre os três desportistas que, segundo ele, vão dominar o ténis mundial em 2022. A verdade é que, a seu favor, Zverev tem a medalha de ouro nas Olimpíadas de Tóquio e a vitória nas Nitto ATP Finals.

“Penso que o ano que vem será muito semelhante aos últimos seis meses deste. Antes falávamos do Big Three de Rafa Nadal, Roger Federer e Novak Djokovic. Agora (…) todos os grandes títulos foram ganhos por Medvedev, Djokovic ou por mim. Não espero que seja diferente no próximo ano,” declarou Zverev.

Estar entre os três melhores do mundo significa também que o primeiro lugar do ranking ATP está ali muito perto. “Sei que não estou longe, mas, para isso, tenho de vencer torneios e Grand Slams,” disse.

Zverev também não ignorou o vai-e-vem dos últimos meses entre Novak Djokovic e o governo australiano, a propósito da postura do sérvio face à vacinação e a possível ausência do número um do mundo na prova de Melbourne Park. “A situação com Novak e o Open da Austrália é uma grande questão. Claro que quero que o deixem jogar. Estão a fazer-se muitos cálculos sobre a possibilidade de ele não jogar e eu ganhar e, dessa forma, eu ser o número um do mundo,” disse o tenista alemão de 24 anos.

Depois de se colocar nos três primeiros e planear o “ataque” ao primeiro lugar do ranking, Zverev pronunciou-se sobre o “um contra um”, nomeadamente, nas diferenças entre o seu estilo e o de Djokovic. “Penso que melhorei muito o meu jogo nos últimos anos. Não foi apenas visível quando defrontei o Novak, mas também contra outros tenistas. Falei sobre isso com o Novak, Ele sente que está no ponto mais alto da carreira. (…) Eu já não tenho 18 ou 19 anos. Percebo melhor a vida e sei como manter a calma nos momentos importantes,” refletiu o homem nascido em Hamburgo.

Apesar da rivalidade natural, Zverev não esconde a admiração por Djokovic.

Segundo o alemão, deve dar-se o mesmo tratamento ao sérvio e a Rafa Nadal ou Roger Federer. O jovem tenista diz mesmo que “Federer e Nadal são os favoritos dos adeptos e da comunicação social” e acrescenta que Djokovic “ganhou tantos Grand Slams como Federer e Nadal, tem mais Masters 1000 do que eles e esteve mais semanas no primeiro lugar do ranking”. “Isso não pode ser ignorado,” alerta Zverev.