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Sérgio Conceição e a Taça da Liga: “Ainda não a temos no museu. Não treinei penáltis, das outras vezes treinei e perdemos”

O treinador do FC Porto lançou o jogo contra o Académico de Viseu (19h45, Sport TV1), treinado pelo ex-companheiro Jorge Costa (com quem a relação está assumidamente tremida), a contar para a meia-final da Taça da Liga, que se joga na quarta-feira, em Leiria. "Temos tudo a perder e nada a ganhar"

Expresso

OSCAR DEL POZO/Getty

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Académico Viseu de Jorge Costa
“É uma equipa interessante, com princípios muito interessantes no 4-3-3. Gosta de jogar, gosta de jogar a partir de trás, dentro daquilo que pude ver e vi muitos jogos desde que o Jorge assumiu a equipa. Tem um meio-campo rotativo, com alguma mobilidade, utilizado o 4-3-3 típico e clássico que pude ver noutros treinadores que passaram no FC Porto, com os alas bem largos, com a infiltração dos médios interiores, com avançado muito móvel que joga bem em apoio e que também faz ataques à profundidade muito interessantes, neste caso o Clóvis. Com alas muito fortes no 1x1, com laterais a perceberem quando têm de ir por dentro e por fora. É uma equipa bem trabalhada, muito interessante com bola, dinâmica muito interessante. Se não estiver errado, fez golos em todos os jogos desde que o Jorge está à frente da equipa.”

Jogo
“Temos tudo a perder e nada a ganhar, a ganhar, sim, a passagem à final. Não podemos pensar em toda esta teoria, temos de olhar individualmente para esta equipa do Viseu, coletivamente quais são os diferentes comportamentos em determinados momentos do jogo em que têm pontos fortes e bem trabalhos. E outros momentos em que têm outras fragilidades, como acontece em todas as equipas do mundo.”

Experiência na final four da Taça da Liga
“Não é relativamente a uma determinada competição, mas a aprendizagem e evolução são diárias, minhas e da equipa técnica, dos próprios jogadores. Agora, nos jogos a eliminar pode acontecer como com a nossa final com o Braga, não é? Na última jogada do encontro, uma série de ressaltos deu golo para o Braga ou perdemos em penáltis, como já aconteceu. Estes pormenores são importantes, trabalham-se. Está-se sempre a aprender em cada jogo, em cada momento em que estamos aqui, desde que sejamos focados e apaixonados pelo que fazemos.”

Relação com Jorge Costa (treinador do Ac. Viseu) já está normalizada?
“Vai ser só um jogo entre o FC Porto e o Académico de Viseu. É só isso.”

O que disse aos jogadores?
“De diferente, nada. Em todos os momentos em que estamos aqui, os jogos são todos iguais: há um adversário, temos de fazer tudo para ganhar a esse adversário, independentemente das competições ou das equipas que defrontamos. Há sempre uma ambição grande, uma seriedade muito grande no trabalho. Este jogo do Ac. Viseu foi exatamente preparado da mesma forma do que jogos da Liga dos Campeões. Daí ser bem demonstrativo do respeito que temos pelo adversário de amanhã. Não podemos, se correr mal alguma coisa, recuperar, estaremos eliminados. Sabendo dessa responsabilidade, que temos por sermos teoricamente mais fortes, sabemos que é um adversário histórico no futebol portugues, temos a convicção que vamos fazer de tudo para passar a eliminatória e estar sábado na final.”

A adrenalina destes jogos como gasolina, segundo Diogo Costa
“Não dá gasolina nenhuma, é um título para ganhar, temos a possibilidade de ganhar mais um título para o FC Porto. A nossa gasolina é diária. É normal [o Diogo dizer isso], vai estar no banco, normalmente quem está fora sente mais essa adrenalina em relação ao jogador que está lá dentro.”

Alteração de formato da prova
“A Taça da Liga tem evoluído de ano para ano. Lembro-me do início, onde algumas vezes até se metiam jogadores da equipa B ou juniores a jogar. Hoje em dia, isso não existe, toda a gente quer ganhar. Em seu tempo falaremos da mudança, as equipas disputam isto como se de um título de campeão nacional se tratasse. Para nós, é um título importante, ainda não o temos no museu. Mas não vou falar nisso porque as coisas… Primeiro, falar no Viseu. Se passarmos, pensamos na final que temos pela frente.”

Penáltis, o passado e o lado mental
“Não treinei penáltis, das outras vezes treinei e perdemos.”