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Tomás da Cunha

Tomás da Cunha

Analista e comentador de futebol

A última ceia de Jesus

O comentador e analista Tomás da Cunha explica os pecados da segunda passagem de Jorge Jesus, um período de ano e meio em que o treinador contrariou as tendências que ele próprio ajudou a definir, nomeadamente o rigor tático e do processo defensivo. Aquilo em que se diferenciava – no treino, na preparação táctica, no desenvolvimento de jogadores – ficou perdido entre o Brasil e Portugal. Esta é a crónica do falhanço de um projeto, o último da era Vieira

Tomás da Cunha

PATRICIA DE MELO MOREIRA/Getty

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Quando Luís Filipe Vieira foi buscar o antigo treinador ao Brasil, sabia-se que não era para dar continuidade ao projeto de aposta na formação. Era para ser o “projeto”, servindo simultaneamente como trunfo eleitoral. Jesus vinha do título mais importante da carreira, representando um clube que o idolatrava. Não regressaria a Portugal sem garantias de um investimento elevado para pôr a máquina a jogar o triplo. Assim foi.

Chegou Darwin para se tornar o reforço mais caro de sempre nos encarnados. Também Éverton, um dos craques do Brasileirão, com estatuto de canarinha. Cedo se perceberia que Waldschmidt e Pedrinho não encantavam o treinador, mas eram opções à disposição. Otamendi foi incluído no negócio de Rúben Dias, já depois do primeiro golpe duro nas ambições de Jesus. Com mais investimento, mais expectativas associadas. O Benfica “tinha” de estar na Liga dos Campeões e falhou com o PAOK. Ainda assim, partia como favorito ao título da época 20/21.

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  • Não se compra, mas forma-se (por Tomás da Cunha)
    Futebol nacional

    O comentador e analista demonstra como o futebol português mudou desde 2009/2010, uma altura em que conseguia atrair pérolas da América do Sul, e como Rúben Amorim e Sérgio Conceição vão dando sinais diferentes de Jorge Jesus no que toca à formação e aproveitamento do talento que dali brota. "São escolhas que explicam o presente dos clubes, mas também marcarão o futuro"