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Andrew Wiggins, campeão pelos Golden State Warriors, diz que continua a desejar não se “ter vacinado”, apesar do “melhor ano da carreira”

O jogador, campeão da NBA esta temporada, tinha-se mostrado hesitante, no início, depois cedeu e vacinou-se contra a covid-19. Mas nem uma época repleta de sucessos faz Wiggins deixar as reservas por ter sido vacinado contra o vírus que assombrou o mundo nos últimos anos: “Não gosto de pôr essas coisas no meu corpo”

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Elsa/Getty

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Andrew Wiggins, basquetebolista dos Golden State Warriors, equipa campeã da NBA, está arrependido de ter tomado a vacina contra a covid-19. O canadiano de 27 anos, que considera ter tido “o melhor ano” da sua carreira, começou por hesitar na decisão de se vacinar, no início da época. Acabou por fazê-lo, até pelas restrições que na altura vigoravam na Califórnia, mas vem agora admitir que não ficou convencido. “Continuo a desejar não me ter vacinado, para ser sincero”, disse Wiggins ao site FanSided.

O homem que se estreou este ano em jogos All-Star está consciente de que, caso tivesse mantido a decisão de não se vacinar, não teria sido autorizado a jogar em casa, na cidade de São Francisco, ou nas partidas disputadas no estado de Nova Iorque. “Fi-lo e fui All-Star e campeão, essa foi a parte boa. (…) Eu só não gosto de pôr essas coisas no meu corpo, por isso não gostei. E não gostei de que a escolha não fosse minha. Não gostei de que tenha sido ‘ou levas isto ou não jogas’”, disse Wiggins.

O canadiano, que foi número 1 do draft em 2014 mas só este ano provou o talento que lhe era atribuído, esteve longe de ser o único jogador da NBA a opor-se à vacinação, sendo que, nalguns casos, nem sequer houve recuo. Kyrie Irving, dos Brooklyn Nets, recusou a vacina e ficou fora de campo grande parte da temporada. Os Nets acabariam por ser eliminados na primeira ronda dos playoffs.

Andrew Wiggins terá colocado a carreira em primeiro lugar, sabendo-se que, de acordo com a ESPN, o jogador pretende ver o seu contrato com os Golden State Warriors prolongado. O fim do vínculo que o liga aos californianos acontece já no fim da próxima época. Nessa altura, o basquetebolista tornar-se-á agente livre e poderá negociar com outras equipas.