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Casos positivos de covid-19 aumentam na NBA e as equipas estão a tirar o pó a jogadores veteranos. Ou a resgatá-los da reforma

As equipas da NBA continuam a ter vários jogadores colocados em isolamento por testarem positivo à covid-19, ou terem contactos de risco. Para que a temporada não seja interrompida, a solução foram os contratos de 10 dias para jogadores substitutos. Desta forma, já se abriram portas aos regressos de alguns veteranos

Rita Meireles

Omar Rawlings

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Os mais distraídos diriam que a NBA está em época de transferências. A chegada e saída temporária de jogadores não tem parado nos últimos dias e tudo se deve ao agravamento da situação pandémica nos Estados Unidos e no mundo. Tudo isto para que a própria temporada não tenha, também, que parar.

Até 19 de janeiro, por agora, a liga vai dar a oportunidade aos clubes de contratar reforços para substituir os jogadores integrados nos protocolos de segurança contra a covid-19. É permitida a contratação de um jogador por cada caso positivo e obriga-se a que as equipas vão buscar pelo menos um, se tiverem dois casos positivos; e pelo menos dois no caso de terem três atletas infetados com covid-19 e por aí adiante.

Esta situação abriu portas aos jogadores mais jovens, mas também permitiu o regresso de alguns veteranos. Mesmo que apenas com contratos de 10 dias.

Joe Johnson, ou ‘Iso Joe’ como é apelidado, é um desses jogadores. Aos 40 anos, regressou aos Boston Celtics, o mesmo clube que o escolheu no draft de 2001. No total são 19 anos e 308 dias que separam o dia em que foi escolhido na 10.ª posição do draft e esta quinta-feira, quando regressou à quadra na partida contra os Cleveland Cavaliers.

O jogador passou grande parte da sua carreira nos Phoenix Suns e nos Atlanta Hawks, mas estava sem jogar na NBA desde 2018. No regresso a Boston os adeptos fizeram-se ouvir ao gritarem “We Want Joe” (queremos o Joe). Ime Udoka, treinador dos Celtics, fez-lhes a vontade e o jogador levantou o pavilhão que aplaudiu o seu regresso. Nos minutos finais do jogo, Johnson assinou os últimos pontos da vitória da sua equipa por 111-101.

CJ Miles, de 34 anos, foi também incorporado na equipa dos Celtics. O jogador disputou o seu último jogo na NBA em novembro de 2020, ao serviço dos Washington Wizards. Depois disso juntou-se à G League Ignite, uma das equipas da G League.

Mas os Celtics não foram os únicos a recorrer a esta solução. Os Los Angeles Lakers, que têm também várias baixas, contrataram Isaiah Thomas, de 32 anos. Com 1.75 metros, Thomas é o jogador mais baixo da liga e deu nas vistas ao serviço dos Celtics durante algumas temporadas. A sua carreira passou por uma fase de declínio devido a lesões e o jogador acabou por ser despedido em 2020, nessa altura era jogador dos Los Angeles Clippers. A G League foi a solução que encontrou e depois da recente estreia onde marcou 42 pontos, os Lakers confiaram-lhe esta oportunidade.

Meg Oliphant

Lance Stephenson é o mais novo deste grupo de veteranos. Aos 31 anos, assinou agora como jogador substituto dos Atlanta Hawks. A última partida que disputou na NBA foi ao serviço dos Lakers, em 2019, e depois disso deixou os Estados Unidos e tornou-se jogador dos Liaoning Flying Leopards, da liga chinesa.

Se os casos continuarem a aumentar, os jogadores substitutos vão continuar a receber estas oportunidades, uma vez que Adam Silver já fez saber que não pretende interromper a temporada. Sendo assim, está assegurada a jornada de Natal, onde se jogam alguns dos encontros mais esperados pelos adeptos. Entre eles o Phoenix Suns-Golden State Warriors, Los Angeles Lakers-Brooklyn Nets ou Milwaukee Bucks-Boston Celtics. Por saber fica quem serão os jogadores disponíveis para o "espetáculo" de Natal.