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A NBA continua com jogos adiados e jogadores confinados, mas Adam Silver garante que “não há planos para interromper a época”

A covid-19, e em particular a nova variante, continua a arrasar a NBA, mas para Adam Silver a melhor opção não passa por interromper a temporada. Neste momento, trata-se de aprender a viver com o vírus

Rita Meireles

Andy Lyons

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O crescente número de casos de covid-19 entre jogadores e treinadores da NBA levantou questões em relação a uma possível pausa na temporada, que afetaria a realização dos jogos da época do Natal. Em entrevista à "ESPN", Adam Silver, comissário da NBA, acabou por afastar essa opção.

“Não há planos para interromper a época neste momento", disse Silver. “Claro que olhámos para todas as opções, mas francamente estamos a ter dificuldades em encontrar a lógica que estaria por detrás da pausa neste momento”.

A NBA teve de adiar oito jogos durante a última semana, sendo que um deles foi anunciado ao longo desta quarta-feira. A partida entre os Brooklyn Nets e os Portland Trail Blazers não se irá realizar. Os Nets são um dos clubes mais afetados por esta nova vaga de casos que surgiu na sequência do aparecimento da variante Ómicron, que representa já “cerca de 90% dos casos positivos” na NBA.

“Ao olharmos para estes casos, penso que estamos a encontrar-nos onde, ao longo dos últimos meses, sabíamos que iríamos chegar. Este vírus não será erradicado e vamos ter de aprender a viver com ele. Penso que é isso que estamos a viver na liga neste momento”, afirmou o comissário.

A NBA tem lidado com o problema à medida que a situação se vai alterando. O elevado número de jogadores confinados em algumas das equipas já levou à alteração das regras em relação à contratação de jogadores substitutos.

“Penso que há um reconhecimento de que estas são as cartas que nos foram dadas. Claro que há uma quantidade de injustiça em certos casos, com algumas equipas onde jogadores particulares estão fora devido aos protocolos de segurança, mas a outra vantagem é que temos uma época de 82 jogos e temos um longo play-off, e o meu feeling é que as coisas vão funcionar até ao final da época”, disse.

Mas há outra questão que pode vir a mudar, ainda que Silver tenha assumido que a liga não está ainda preparada para assumir uma mudança de posição.

Trata-se do tempo que cada jogador fica confinado depois de testar positivo. Neste momento, os protocolos ditam que os casos positivos deverão ficar em confinamento durante 10 dias ou até que recebam dois testes negativos no intervalo de 24 horas. Ainda assim, Silver afirmou que através dos dados recolhidos junto dos jogadores que receberam a dose de reforço, perceberam que estes ou não apresentaram sintomas, ou tiveram sintomas leves e, por isso, recuperaram mais rapidamente. Este facto pode levar a liga a encurtar o tempo que os jogadores ficam ausentes.

E deixou a mensagem à comunidade: “Gostaria apenas de dizer à nossa comunidade, realmente a todos, pelo menos com base nos dados que a NBA tem, que as doses de reforço são altamente eficazes, e estamos a encorajar fortemente todos a obtê-las. Na nossa liga, temos cerca de 97% vacinados, mas cerca de 65% dos nossos jogadores levaram a dose de reforço e estamos em discussões ativas com a associação de jogadores para aumentar ainda mais esse número”.