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“Estamos na altura de quebrar os paradigmas”: Comité Olímpico anunciou homens na natação artística, federação portuguesa vê com bons olhos

Nos próximos Jogos Olímpicos, em Paris, será possível a integração de até dois homens nos esquemas de equipa na natação artística, algo que já acontece nos Mundiais desde 2015. Em conversa com a Tribuna Expresso, António José Silva, o presidente da Federação Portuguesa de Natação, explica o que muda e os desafios e concede que terá de haver um plano para fomentar a participação masculina. Afinal, “os Jogos Olímpicos são sempre um chamariz”

Hugo Tavares da Silva

ALBERTO PIZZOLI

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Como vê esta novidade de os atletas masculinos poderem participar na natação artística nos Jogos?
De forma muito positiva. Já que há muitos movimentos em torno das questões da equidade da participação, que não se verifica só das mulheres para os homens, também se tem de ver dos homens para as mulheres. Logo, tendo o pressuposto que a natação artística era uma disciplina aquática exclusivamente feminina, a possibilidade de o Comité Olímpico Internacional (COI) abrir as portas a dois homens poderem participar numa equipa nos Jogos Olímpicos é importante.

Como vão as atletas receber essa notícia? Podem perder duas vagas.
Acho que vão receber bem. Nós, que andamos no cais da piscina, verificamos isso nas diferentes competições. Convém lembrar que desde 2015 nos Campeonatos do Mundo que isso já era possível, e também, desde 2016, no Campeonato da Europa, em Londres. Deixe-me dizer-lhe que nos últimos Campeonatos da Europa, em 2022, pela primeira vez houve um solo masculino, numa competição organizada aliás pela Liga Europeia de Natação, da qual sou presidente. Nunca houve nenhum anticorpo das mulheres relativamente à participação dos homens. Também elas vão receber a notícia bem, mesmo podendo perder algumas vagas na participação olímpica.

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