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Gustavo Ribeiro no Rio de Janeiro para ser campeão mundial de skate: “Nunca estive tão ativo na minha vida, estou muito confiante”

O skater português, de 21 anos, chega à Super Crown da modalidade na liderança do ranking mundial da Street League. A prova realiza-se este fim de semana, no Rio de Janeiro, onde Gustavo Ribeiro chega com “expetativas muito altas”

Lusa

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O atleta olímpico português Gustavo Ribeiro disputa domingo, no Rio de Janeiro, a ‘Supercrown’ de skate, no final da Street League, o circuito mundial da modalidade, e explica à Lusa que está “bastante confiante”.

Depois de um terceiro lugar na Supercrown de 2021, o português chega à Arena Carioca, em que domingo luta pelo título, em primeiro lugar no ranking da Street League Skateboarding, com apuramento direto para a final, a par do campeão olímpico, o japonês Yuto Horigome, do norte-americano Chris Joslin e do francês Vincent Milou, o que mais se aproximou dos 251 pontos amealhados por Ribeiro.

“Estou bastante confiante. Entro em primeiro lugar, direto para a superfinal, [o que] é um passo que alivia muito o peso. Estou também muito confiante no meu skate, ando a treinar bastante e acho que nunca estive tão ativo na minha vida. As expectativas estão muito altas, mas nada é impossível e estou num lugar bastante bom”, explica, em entrevista à Lusa.

A caminho do Rio, venceu em Las Vegas, em outubro, depois de já ter aberto as hostilidades com outro pódio, o terceiro lugar em Jacksonville, numa temporada que tem sido positiva, o que o deixa “bastante satisfeito”, no segundo ano no tour.

“Todos os 20 nomes na Street League têm a possibilidade de ganhar. São os 20 melhores de todo o planeta, qualquer um pode ganhar. Não vai ser fácil, mas estou em boa posição e vamos ver o que vai acontecer”, atira.

Vencer o Supercrown seria, literalmente, o corolário de “um dos sonhos de criança”, estar na Street League, considerando que seria “uma vitória incrível”.

No Brasil, encontrou um país que fala a mesma língua e em que “muitos portugueses vivem no Rio”. “Já recebi mensagens, a dizer que vão estar na arena para me apoiar. Deixa-me orgulhoso e com muita ‘pica’ e garra de ganhar”, atira.

Aos 21 anos, foi oitavo nos Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados para 2021, na estreia da modalidade no programa, e soma pódios internacionais em Mundiais e outras provas de relevo, assumindo-se como uma das figuras da modalidade na vertente competitiva.

“A cada ano que estou aqui quero melhorar e sentir que estou a progredir. (...) Olhar para trás e ver o Gustavo quando tinha 13 anos, e agora com 21... conseguir atingir estas coisas deixa-me muito orgulhoso. Faz-me acreditar que nada é impossível e acreditando é possível fazer tudo”, afirma.

A final pode ser acompanhada, na ‘Cidade Maravilhosa’, a partir das 20h de Lisboa, depois de hoje se atribuírem as últimas vagas via qualificação para a luta pela Supercrown.