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Bruno, o lendário ‘cabeças’ do Marítimo, avisa que no play-off não vai dar “para jogar muito bonito” porque “o mais importante é a vitória”

O antigo médio madeirense que fez mais de 200 jogos pelo Marítimo falou do play-off decisivo que o clube terá de disputar com o Estrela da Amadora, a 3 e 11 de junho, para se manter na I Liga

Lusa

Matthew Ashton - EMPICS

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Vários ex-futebolistas do Marítimo garantiram que para se manter na I Liga portuguesa de futebol os ‘verde rubros’ têm de ter atitude no play-off de manutenção na I Liga frente ao Estrela da Amadora.

A uma jornada do final da presente edição da I Liga, o Marítimo, que já garantiu o acesso ao play-off de manutenção, ainda não pode respirar de alívio, porque já sabe que está obrigado a passar no ‘teste de fogo’ diante do Estrela da Amadora, terceiro classificado da II Liga.

O antigo capitão ‘verde rubro’, Zeca, à margem de um jantar que teve lugar no Estádio do Marítimo, garantiu que o fator determinante para a eliminatória as duas mãos é a atitude, reconhecendo que as “expectativas eram outras”.

“As expectativas eram outras, mas o nosso pensamento e a nossa energia está virada para a vitória nos dois jogos do play-off. Tem a ver com a atitude da equipa. Têm de entrar com garra, sentir verdadeiramente a camisola e dar tudo em campo, porque este clube merece”, explicou um dos jogadores com mais presenças (216) pelo Marítimo na I Liga.

O antigo médio Bruno Fernandes, que defendeu a camisola maritimista em 11 temporadas, tendo, pelo meio, uma passagem pelo FC Porto, reforçou a opinião de Zeca, destacando a atitude e a inteligência como ‘armas’ fundamentais para superar os dois desafios, sublinhando que o plantel “tem todas as capacidades e qualidade para eliminar o Estrela”.

Lembrando ainda que é preciso respeitar o adversário que “vem de um campeonato muito combativo e está habituado ao contacto”, o ex-jogador disse que “não vai ser um jogo que dá para jogar muito bonito, mas o mais importante é a vitória”.

“Quem gosta teme sempre [a descida], mas há que ter confiança e há que apoiar a equipa neste momento, porque não é fácil, os jogadores não queriam estar nesta situação. Ninguém queria estar nesta situação”, reforçou Bruno Fernandes, conhecido no mundo do futebol por ‘cabeças’.

Foram vários os antigos jogadores do Marítimo, maioritariamente da década de 80 e 90, que marcaram presença no jantar de homenagem a Heitor, que representou os insulares de 1991 a 1995, que viajou para a Madeira para apresentar aos seus dois filhos o lugar onde nasceram.

Para o brasileiro, de 59 anos, ainda nos dias de hoje recordado pelos lances de bola parada, esta foi uma temporada “muito difícil” para o clube, que “em muitas ocasiões praticou um bom futebol, mas os resultados acabaram por não acontecer”.

“Nesta reta final, a vitória na última jornada diante do Vizela (1-0) foi uma luz ao fundo do túnel. O Marítimo já vinha a fazer bons jogos e estou confiante que vai superar o play-off”, conclui o antigo lateral direito, lembrando o desfecho da 33.ª jornada da I Liga, tendo os madeirenses vencido com um golo de Cláudio Winck aos 90+5, que permitiu selar o acesso ao play-off, que será disputado em 3 e 11 de junho.