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Ivo Vieira e as quatro alterações ao intervalo: “Não consigo ver equipas a ganhar jogos sem bola”

O treinador do Gil Vicente era um homem pouco satisfeito por aquilo que a sua equipa mostrou na derrota por 2-0 com o FC Porto, apesar da melhoria na 2.ª parte, depois de fazer várias substituições

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MANUEL FERNANDO ARAUJO/LUSA

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A derrota

“Perdemos porque o FC Porto fez dois golos e nós não. Ganhou bem, conseguiu fazer dois golos, nós na 2.º parte tivemos algumas situações para marcar e não conseguimos. O FC Porto é uma equipa forte, nós queríamos conquistar pontos mas o FC Porto foi mais forte que nós em quase todos os momentos do jogo, nas primeiras, segundas bolas”

Quatro mudanças ao intervalo

“Não consigo ver equipas a ganhar jogos sem bola. Nós estávamos constantemente a perder bola e a não ganhar nem primeiras nem segundas bolas, muito abaixo daquilo que é preciso para competir com um adversário destes. A primeira oportunidade, é verdade, é nossa, mas aí é que está a grande diferença, não fizemos golo. O FC Porto concretizou. Na 2.ª parte tentámos mudar alguma coisa, pelo menos para ver se conseguiamos chegar mais à frente e para tentar ter mais bola. Melhorámos na 2.ª parte mas não foi suficiente e estivemos longe de ganhar a um adversário com o poderio do FC Porto”

Aborrecido com a derrota

“Não estou aborrecido, estou tranquilo. As pessoas no futebol têm dificuldade em interpretar. Quando se é verdadeiro somos complicados, quando se é frontal somos difíceis. Eu tenho essa marca. Eu estou a relatar aquilo que aconteceu: não estivemos bem na 1.ª parte, o FC Porto fez dois golos, na 2.ª parte melhor mas não foi suficiente, de uma forma muito racional. Obviamente que não há satisfação com uma derrota mas os jogadores trabalharam, correram, mas há muito mais do que isso num jogo em termos de tomada de decisão. Temos de ter mais bola, temos de tomar melhores decisões e finalizar melhor. Roubar mais bola ao adversário. Isso não aconteceu”

Calendário pesa?

“Os grandes têm hábito de jogar constantemente e treinar pouco e mesmo assim sentem falta de espaço para trabalhar alguns aspetos para corrigir. Nós nitidamente, equipas do nosso nível, não temos o hábito de estarmos constantemente a jogar. A dificuldade é maior, mas acho que isso não pode servir como refúgio. Isso tem de ser aliciante, provar este tipo de competições. Mas as semanas abertas vão dar-nos algum tempo para melhorar e corrigir alguns aspetos. Temos de fazer mais pelos adeptos, criou-se um ambiente fantástico e quero agradecer aos que estiveram cá a apoiar a equipa”