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Não perdoar simulações e mais segundos de compensação para substituições. Serão estes os truques para aumentar o tempo útil de jogo?

O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol deu novas instruções para os árbitros seguirem esta época de modo a que se aumento o tempo útil de jogo no futebol nacional e "melhorar o espetáculo". Entre as medidas, consta também punir os guarda-redes mais severamente se perderem tempo ou obrigar os jogadores a saírem de campo pela linha mais próxima

Lusa e Expresso

Gualter Fatia/Getty

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O Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) apresentou, na quarta-feira, as novas instruções para a época aos árbitros (APAF), jogadores (Sindicato dos Jogadores) e treinadores (ANTF), tendo como prioridade o aumento do tempo útil de jogo.

Com o objetivo de "melhorar o jogo e o espetáculo", o CA realçou, segundo a informação disponível no sítio da internet da FPF, que "promover mais tempo útil de jogo é uma das prioridades".

Para tal, o presidente do CA, Fontelas Gomes, detalhou algumas das orientações dadas aos árbitros, com destaque para o aumento do tempo extra por substituição de 30 para 45 segundos, a punição mais célere do guarda-redes por perda de tempo, o combate às simulações e a obrigação dos jogadores substituídos saírem pela linha mais próxima.

Em fevereiro, um estudo do Observatório do Futebol (CIES) sobre o tempo útil de jogo nas várias ligas europeias colocou a I Liga portuguesa na 31.ª posição, com uma média de 57:09 minutos por encontro. Ou seja, a sexta pior entre 36 campeonatos analisados.

O presidente Fontelas Gomes partilhou ainda outras orientações relativamente às entradas duras e ao comportamento nos bancos.

"O CA entende que estas preocupações não dizem apenas respeito a alguns, mas sim a todos os agentes desportivos, algo que mereceu a aprovação" de Luciano Gonçalves, da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), Joaquim Evangelista, do Sindicato de Jogadores (SJPF), e José Pereira, da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), segundo o CA.

E acrescentou: "Todos estes intervenientes concordam que é tarefa de cada uma das respetivas classes que representam contribuir para a melhoria do futebol profissional, mostrando-se disponíveis para se envolverem neste desiderato".

O CA manifestou vontade de manter o diálogo aberto ao longo da época, rematando que "as novas orientações para a época 2022/23 têm sido também partilhadas com os clubes".