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Tozé Marreco e o que é preciso para o Tondela surpreender o FC Porto: “Não chega correr, isto não é atletismo, é preciso muita organização”

O novo técnico do finalista vencido da Taça de Portugal da última época tem como primeiro duelo oficial a Supertaça frente ao FC Porto, "uma grande equipa", reconhece, apesar de deixar claro que “a preparação do jogo foi igual a outro qualquer”

Lusa

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O treinador do Tondela, Tozé Marreco, pediu esta sexta-feira “crença e organização” aos seus futebolistas e que executem no sábado o que prepararam durante a semana para a Supertaça Cândido Oliveira, frente ao FC Porto, em Aveiro.

“Se não formos nós a ter essa confiança, a ter essa vontade de fazer história, a ter essa ambição, será difícil. É isso que exijo aos jogadores, é isso que quero, que demonstrem essa ambição, essa vontade, essa crença e organização. Não chega correr, isto não é atletismo, é preciso muita organização para o fazer. Não tenho dúvidas de que estamos preparados para o jogo”, assumiu Tozé Marreco.

O treinador falava na conferência de imprensa de antevisão da 44.ª Supertaça Cândido Oliveira, em Aveiro, sábado, pelas 20h45, face ao campeão nacional FC Porto, com quem o Tondela perdeu por 3-1 na final da Taça de Portugal, em 22 de maio.

“Sabendo que estamos a falar de um FC Porto que é fortíssimo em todos os capítulos, aquilo que, às vezes, ouço falar de ‘só de raça’ ou ‘só de grito’ é extremamente redutor para quilo que é o FC Porto e o Sérgio [Conceição] nos últimos anos e que se calhar teve o seu exponente máximo no ano passado”, elogiou.

Neste sentido, e sublinhando que o adversário “tem muitas coisas fortes”, disse que o objetivo do Tondela “foi preparar cada um desses momentos, preparar ao máximo cada uma dessas situações” para poder “projetar ao máximo aquilo que se vai passar no jogo”.

“E, depois, obviamente, ao contrário do que se pareça, o FC Porto não vai fazer ‘onze’ contra zero e, portanto, também sabemos o que temos de fazer com bola”, acrescentou Tozé Marreco, que diz fazer um trabalho na “base da exigência, do compromisso e da organização”.

Apesar de admitir que “a preparação do jogo foi igual a outro qualquer”, reconheceu que este tem a “devida diferença” que é frente a uma “grande equipa”, mas “as premissas são as mesmas”.

“O que nos podem fazer mal, o que podemos explorar. O problema de jogar contra uma equipa como o FC Porto é que tem muita coisa que nos pode fazer mal e tem poucas coisas para explorar e, portanto, temos de ser extremamente minuciosos nesses processos e assim fomos”, disse.

Tozé Marreco só conta esta época com reforços da formação do clube, uma vez que o Tondela está impedido de inscrever jogadores, devido ao chamado ‘caso Khacef’, e, apesar de reconhecer que “ainda não estão preparados”, disse que vai exigir a mesma ambição e trabalho.

“Aquilo que eu quero, efetivamente, é que a equipa seja aquilo que nós preparámos, que assuma aquilo que nós preparámos, esse vai ser o meu foco, aquilo que foi treinado durante a semana, aquilo que foi treinado ao longo desta pré-época, que sejamos aquilo. É esse o meu foco. Agora diz-me: quer ganhar a Supertaça? Pois claro que quero”, concluiu.

O Tondela, da II Liga, na qualidade de finalista vencido da última edição da Taça de Portugal, disputa a Supertaça Cândido de Oliveira, no Estádio Municipal de Aveiro, sábado, pelas 20h45, face ao campeão nacional FC Porto, num jogo arbitrado por Manuel Mota, da Associação de Futebol de Braga.