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Tomás da Cunha

Tomás da Cunha

Analista e comentador de futebol

Não se compra, mas forma-se (por Tomás da Cunha)

O comentador e analista demonstra como o futebol português mudou desde 2009/2010, uma altura em que conseguia atrair pérolas da América do Sul, e como Rúben Amorim e Sérgio Conceição vão dando sinais diferentes de Jorge Jesus no que toca à formação e aproveitamento do talento que dali brota. "São escolhas que explicam o presente dos clubes, mas também marcarão o futuro"

Tomás da Cunha

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O futebol português, quando Jesus chegou ao Benfica, era diferente. Lucho e Lisandro López, dois argentinos, encaminharam o Porto para o tetra e a missão do novo treinador encarnado passava por interromper a hegemonia azul e branca. Para isso, o clube contratou nomes como Di María (vindo ainda com Quique Flores), Ramires ou Gaitán nos anos seguintes.

Esse talento vindo directamente da América do Sul não aterrava apenas em Lisboa, motivando até disputas de jogadores entre águias e dragões. Otamendi e Belluschi prolongaram a ligação de sucesso à Argentina. James Rodríguez, Falcao e Guarín inauguraram o romance entre o Porto e os colombianos, mas também se fez sentir a influência uruguaia. Os dois clubes não lutavam apenas por títulos nacionais e iam reforçando o estatuto no campeonato das vendas milionárias para o estrangeiro. Quem explorava o mercado sul-americano, daí tirando rendimento desportivo e financeiro, eram os grandes portugueses.

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