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Luis Suárez e um regresso ao Uruguai e ao Nacional que é “uma loucura” e “melhor que um eclipse”

Dezasseis anos e muito prestígio depois, o melhor marcador da selecção uruguaia regressa ao seu Nacional, onde até deu nome a um campo no complexo desportivo. Suárez, que chega a tempo de disputar três competições, deverá aterrar em Montevidéu entre sexta-feira e domingo

Hugo Tavares da Silva

Dean Mouhtaropoulos/Getty

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Álvaro ficou três horas à espera para comprar um lugar cativo. Havia muita gente a namorar o aperto de mão entre outra juventude e o que acontece hoje. Afinal, a notícia do regresso de Luis Suárez ao Nacional parou o país de Benedetti e Galeano. Aquela gente saiu do trabalho e foi tratar do cartão de sócio ou do bilhete de época. Querem lamber o ídolo com os olhos. “É melhor que um eclipse: passa agora e não passa mais”, disse o adepto ao jornal uruguaio “El País”, que também mencionou a palavra “felicidade” por reencontrar o pistolero no estádio de sempre, o Gran Parque Central.

Quando o ex-futebolista do Atlético Madrid, de 35 anos, recusou publicamente o River Plate, admitiu que estranhou que os dirigentes do seu Nacional não o tivessem tentado. Depois desse desabafo, montou-se uma mega operação de charme. O presidente, José Fuentes, foi até à capital espanhola conversar com o pistolero, como lhe chamam o Uruguai. Nas redes sociais desatou-se uma febre de amor por Suárez. No estádio, no último jogo contra o Cerrito, viram 15 mil máscaras reproduzindo o rosto do avançado. Era um sonho. E assim foi, denuncia-o as primeiras páginas dos jornais do país:

El Observador: “Vuelve”
La Diaria: El sueño de miles”
El País: “Y dio el sí”

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