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A história bizarra de um particular: no Wolverhampton - Levante houve quatro expulsões na 1.ª parte e na 2.ª as equipas começaram com 11

A equipa treinada por Bruno Lage, com múltiplos portugueses no plantel, teve o contrário de um “amigável” de pré-época em Alicante. Dois jogadores de cada lado acabaram expulsos antes do intervalo. Apesar disso, na segunda parte foi como se nada tivesse acontecido e as equipas voltaram a campo com as formações completas. O jogo também acabou antes de tempo

Carlos Luís Ramalhão

Jack Thomas - WWFC/Getty

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O suposto amigável à porta fechada, às 10 da manhã, na soalheira Benidorm, entre o Wolverhampton e o Levante, acabou por ser tudo menos uma partida amistosa da pré-época futebolística. A equipa treinada por Bruno Lage, a mais portuguesa de Inglaterra, viu-se reduzida a nove jogadores antes ainda do intervalo. O mesmo aconteceu aos espanhóis.

Conta o “Daily Mail” que o árbitro foi o primeiro a mostrar que as regras iam ser levadas a sério, pelo menos até ao fim da primeira parte. À meia hora de jogo, uma escaramuça entre os 22 jogadores levou a que as equipas técnicas tivessem de entrar em campo para tentar acalmar os ânimos.

Nessa altura, os espanhóis venciam por 1-0, mas o resultado não era o mais importante, não por se tratar de um jogo de preparação, vulgo amigável, mas por ser precisamente o oposto. Entradas duras de parte a parte iam alimentando as estatísticas negativas e incendiando o ambiente. Os empurrões fora do contexto das jogadas foram frequentes. Um lance sobre Yerson Mosquera, do Wolverhampton, gerou nova confusão, com o árbitro a esperar pacientemente, de cartão vermelho na mão. Mosquera e Enis Bardhi, do Levante, foram expulsos.

Minutos antes do intervalo, um dos muitos portugueses às ordens de Bruno Lage assumiu o protagonismo. Daniel Podence envolveu-se com um defesa contrário e nova reunião aconteceu no meio campo do Levante. O árbitro repetiu a manobra e, com toda a calma do mundo, esperou que os ânimos se acalmassem, para expulsar o antigo jogador do Sporting e o seu rival, Róber Pier.

Para deixar as contas certas, cada um dos lados terminou a primeira parte com nove jogadores. Houve ameaças e avisos de que, a continuar assim, o jogo iria acabar mais cedo. No entanto, o regresso dos balneários trouxe com ele a magia do futebol, embora não da forma a que estamos habituados. Cada equipa reentrou em campo com 11 jogadores.

O jogo surrealista disputado no país do mestre Salvador Dalí terminou com a vitória do Levante por 2-1, mas não chegou sequer ao final do tempo regulamentar. Ao 87º minuto, o árbitro fez soar o apito e acabou com a loucura daquilo que teria sido apenas um amigável duelo ao sol.