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Bakayoko foi confundido com suspeito de crime e critica polícia: “Estive com uma arma a um metro de mim. Colocaram a minha vida em perigo”

O campeão mundial pela França e jogador do AC Milan conduzia um carro semelhante ao de um indivíduo procurado pelas autoridades de Milão. Bakayoko deixa fortes críticas à atuação da polícia, que tentou pôr água na fervura através de um comunicado

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Alessandro Sabattini

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Tiémoué Bakayoko, jogador do AC Milan e da seleção francesa, pela qual é campeão mundial em título, foi parado por engano pela polícia milanesa, alegadamente porque o seu carro e o seu físico eram semelhantes aos de um foragido à justiça. As autoridades da cidade italiana emitiram um comunicado dizendo que, mal se aperceberam “de que a pessoa não tinha ligações ao crime, foi libertada sem quaisquer consequências”. Mas o futebolista não se conforma.

As imagens da abordagem circulam nas redes sociais, motivando todo o tipo de reações. Na publicação que fez sobre o tema, na sua conta do Instagram, Bakayoko mostra-se indignado: “Cometer um erro é humano. Não tenho problemas em admiti-lo. No entanto, os métodos utilizados foram errados, muito além do que deveria [ter sido feito]. Porque não fizeram um controlo adequado, pedindo os documentos do veículo?”.

O internacional francês prossegue, referindo a gravação que anda pelas redes sociais: “É preciso que se saiba que não se vê tudo no vídeo. Talvez se veja apenas a parte mais calma. Estive com uma arma a um metro de mim, tal como o passageiro. Eles colocaram as nossas vidas em perigo. As consequências poderiam ter sido mais graves se eu não tivesse permanecido calmo e não tivesse sido reconhecido a tempo”.

Na passada segunda-feira, a polícia de Milão tinha explicado, através de um comunicado, o rigor utilizado pelos agentes: “Esta detenção teve lugar no contexto de uma operação que justificava as máximas medidas de segurança”. As autoridades admitiram então que, até certa altura, não reconheceram o jogador do AC Milan. No momento em que os agentes se aperceberam de quem se tratava, Bakayoko foi libertado, mas as autoridades foram acusadas de racismo.