Tribuna Expresso

Perfil

Futebol internacional

Joseph Blatter e Michel Platini absolvidos de acusações de corrupção

Os antigos presidentes da FIFA e da UEFA eram acusados de terem recebido um pagamento ilegal no valor de dois milhões de euros, mas foram ilibados por um tribunal suíço

Expresso

Laurence Griffiths - FIFA/Getty

Partilhar

Joseph Blatter, antigo presidente da FIFA, e Michel Platini, lenda do futebol francês e ex-dirigente máximo da UEFA, foram absolvidos por um tribunal suíço, depois de terem sido acusados de corrupção. Alegadamente, os dois antigos responsáveis pelos mais importantes órgãos do futebol a nível mundial teriam recebido o pagamento ilegal de dois milhões de euros, os quais teriam sido usados na campanha de Platini para a presidência da UEFA.

Blatter, que esteve à frente da FIFA durante 17 anos, e Platini, presidente da UEFA entre 2007 e 2016, discípulo do suíço, foram ambos ilibados pelo Tribunal Penal Federal da cidade de Bellinzona. Em 2015, o surgimento deste caso pôs fim às ambições do antigo internacional francês. Platini queria suceder a Blatter na FIFA, mas as acusações obrigaram-no a demitir-se da UEFA.

Os arguidos sempre se declararam inocentes. Apesar disso, o Ministério Público pedia um ano e oito meses de pena suspensa para cada um. Durante duas semanas, tanto o francês de 67 anos como o suíço de 86 foram ouvidos presencialmente pelo tribunal.

Tanto a defesa como a acusação concordaram que, em 1999, durante o primeiro mandato de Blatter à frente da FIFA – entre 1998 e 2002 – Platini acordou com o suíço que receberia da FIFA uma remuneração anual de 300 mil euros. Em janeiro de 2011, o antigo médio francês, já presidente da UEFA, referiu a existência de “uma dívida de dois milhões de euros”, classificada como “fatura falsa” pela acusação.

Ambos os acusados insistiram que tinham acordado, desde o início, um salário anual de um milhão de euros para Platini, mediante um “acordo de cavalheiros” verbal, sem testemunhas, que permitia que a FIFA pagasse imediatamente ao francês.