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“Cultura de trabalho tóxica”. Após suicídio de ex-funcionário, novos donos do Chelsea ordenam investigação a acusações de bullying no clube

A nova administração do clube de Londres contratou uma “equipa externa” para investigar as alegações de que existe bullying na instituição. Um artigo do “New York Times” refere a situação de um departamento como particularmente preocupante

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Jonathan Brady - PA Images/Getty

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Os novos donos do Chelsea contrataram uma “equipa externa” para investigar as alegações de bullying no clube londrino. O jornal norte-americano “New York Times” publicou um artigo em que se refere a um departamento dos blues em particular, com um ambiente a que chama “cultura de trabalho tóxica”.

A mesma notícia refere que o antigo funcionário Richard Bignell se terá suicidado, em janeiro, por “desespero após a perda do emprego”, o que terá sido reportado pelo médico legista.

O Chelsea vai agora “investigar as alegações que foram feitas durante a administração anterior”. Numa declaração, a liderança do clube, que tomou posse em maio, disse: “Acreditamos num ambiente e numa cultura de trabalho que fortaleça os funcionários e assegure que se sintam seguros, incluídos, valorizados e acreditados. (…) Foram dados passos iniciais pelos novos donos para instigar um ambiente compaginável com os nossos valores”.

Bignell foi descrito pelo clube como “muito amado” e “um membro muito popular e extremamente respeitado da família do futebol e da comunicação social ligada ao desporto”. A nova administração do Chelsea disse ainda: “O seu falecimento foi muito sentido pelos colegas no clube e por toda a comunidade futebolística”.

“Ao tomar conhecimento das circunstâncias, os novos donos [do Chelsea] entraram proativamente em contacto com a família do Richard, através do seu conselho”, pode ainda ler-se no comunicado.