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Max Verstappen “estava a voar, noutro planeta” e subiu do 14.º lugar para o champagne do GP da Bélgica

A Red Bull conseguiu mais uma dobradinha em Spa-Francorchamps. Carlos Sainz (Ferrari) fechou o pódio. Hamilton abandonou na primeira volta e Leclerc acabou na sexta posição, depois de ser sancionado e perder um lugar

Hugo Tavares da Silva

Mark Thompson

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O circuito de Spa-Francorchamps voltou a testemunhar a velocidade e a agilidade do Red Bull de Max Verstappen, que começou a corrida na 14.ª posição, graças a uma penalização, acabando por vencer mesmo. O neerlandês, feliz, diria no fim que escolheu os lugares certos para passar os colegas de profissão. “Este fim de semana foi incrível”, reconheceria. Sergio Pérez e Carlos Sainz fecharam o pódio, com o mexicano a admitir que o colega “estava a voar, noutro planeta, intocável”.

A Red Bull garantiu assim mais uma dobradinha nas 44 voltas do Grande Prémio da Bélgica. À passagem da sétima volta, Verstappen já estava na quarta posição. Na volta seguinte, estava na terceira posição. Mais tarde, na 12.ª volta, o atual campeão do mundo instalou-se na liderança da corrida, que teve a situação bizarra de não contar com nenhum piloto a correr na posição para a qual se qualificou, cortesia de penalizações.

Fernando Alonso (Alpine) e Sebastian Vettel (Aston Villa), que diz adeus à Fórmula 1 esta temporada, começaram bem. Nas primeiras curvas houve logo um toque entre Lewis Hamilton (Mercedes) e Alonso, culminando no abandono do britânico. “Que idiota”, queixou-se o piloto espanhol. “Só sabe correr quando parte em primeiro.” O inglês admitiu, no final, que teve culpa e que pagou o preço por isso, dispensando comentar o desabafo de Alonso.

Dan Mullan

A seguir, Nicholas Latifi (Williams) patinou na gravilha e provocou um incidente a Valtteri Bottas (Alfa Romeo), levando a mais um abandono. Seriam os únicos abandonos observados no GP belga.

Daniel Ricciardo, da McLaren e sem equipa para 2023, manteve-se muito tempo no pelotão da frente, onde Sainz, Pérez, George Russell (Mercedes), Alonso e Vettel iam vingando. As queixas aos pneus começaram a surgir.

Charles Leclerc (Ferrari), também sancionado e por isso arrancou a corrida na 15.ª posição, foi escalando a lista rapidamente, mas depois teve de parar. O monegasco foi à box e a seguir, perante algumas comunicações e perguntas, parece ter havido algumas dúvidas e hesitações quanto à estratégia a adotar, quando muitos pilotos iam trocando entre médios e duros. À passagem da volta 14, Leclerc já alcançara a P5, na qual acabaria a corrida, porém seria sancionado e perderia um lugar por exceder a velocidade nas boxes, e tudo porque trocou os pneus na última volta para tentar a volta mais rápida.

A Ferrari, com Leclerc a perder tempo e eventualmente o lugar para Russell (e Alonso, devido à tal sanção), ia complicando a vida, enquanto os Red Bull iam passeando no circuito belga, com Verstappen a prolongar ao máximo a vida dos pneus para cavar o máximo tempo possível na frente da corrida. Lance Stroll (Aston Martin), piscando o olho aos pontos, começou a incomodar Ricciardo, que terminaria no último lugar com pontos. Um dos pontos altos da corrida, pacífica após aquelas primeiras curvas, foi mesmo uma ultrapassagem dupla de Esteban Ocon (Alpine), que superou Pierre Gasly (Alpha Tauri) e o ensanduichado Vettel. Ocon ganhou oito posições durante a corrida, fechando na oitava posição.

Max cruzaria a meta com a volta mais rápida no bolso. Os adeptos, muitos deles neerlandeses, celebravam mais uma vitória que vai prometendo a revalidação do título mundial. “Ahhh, um domingo incrível, rapazes. Ah Ah Ah, incrível!”, soltava a garganta pouco depois de finalizar a corrida.

Sergio Pérez (191 pontos) roubou o segundo lugar no Mundial de Pilotos a Leclerc (186), enquanto Max Verstappen vai liderando com 284 pontos.

Este domingo soube-se ainda que o Grande Prémio da Bélgica sobreviverá às alterações do calendário da Fórmual 1 para 2023.