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No tórrido GP França, Carlos Sainz recusou hidratar-se em pista para que o carro fosse mais rápido

O espanhol, que começou a corrida em Paul Ricard na última linha e recuperou até 5.º, diz que o Ferrari tinha sobrepeso e que ganhou um décimo de segundo com a opção

Expresso

CHRISTOPHE SIMON/Getty

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No Grande Prémio de França de Fórmula 1, um dos grandes protagonistas foi o calor. As altas temperaturas que se fizeram sentir em pista levaram a que as equipas se preocupassem com a degradação excessiva dos pneus e, acima de tudo, com a saúde dos pilotos. Foi recomendado que os homens ao volante se mantivessem hidratados. Mas houve quem não o fizesse por razões estratégicas.

O espanhol Carlos Sainz, da Ferrari, escolheu não se hidratar durante a corrida e com isso ganhar tempo, já que retirou peso ao carro. Aos compatriotas do site Motorsport, Sainz explicou: “O carro tem sobrepeso e decidi não beber durante o tempo todo, não transpirei muito, preferi ir um décimo de segundo mais rápido do que hidratar-me”.

Com o companheiro de equipa, Charles Leclerc, fora de pista devido a um erro enquanto liderava, Carlos Sainz terminou a prova no quinto lugar, fruto de uma recuperação impressionante, uma vez que partiu da última linha da grelha. Ainda assim, choveram críticas à Ferrari pela estratégia utilizada.

Depois da primeira paragem, o espanhol cometeu unsafe release, ou seja, saiu das boxes sem esperar que o semáforo ficasse verde, timing que é gerido pela equipa e não pelo piloto. Isso valeu-lhe uma penalização. A segunda paragem, sob protesto de Sainz nas comunicações via rádio, pode ter sido a razão pela qual a Ferrari não colocou um representante no pódio, uma vez que Sainz disputava o terceiro lugar com o Red Bull de Sergio Pérez.

Ainda assim, Carlos Sainz fez questão de defender a escuderia. Ao site The Race, o piloto do carro 55 afirmou: “Cada vez que há um momento complicado na estratégia, falamos disso, mas não somos um desastre como as pessoas dizem. (…) Sim, estava a meio de uma ultrapassagem, mas a equipa achou que era a volta certa para parar”. No seguimento da conversa, o espanhol disse ainda: “Nunca o saberemos. (…) A equipa tem muito mais informação no computador, (…) estou 100% convencido de que o fizeram com a melhor das intenções”.