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Antigo empresário de Schumacher recorda acidente do piloto e deixa críticas à família: “Só temos ouvido mentiras da parte deles”

Willy Weber admite que ainda lhe custa falar do momento em que o heptacampeão do Mundo de Fórmula 1 sofreu um acidente enquanto esquiava e que o deixou em estado grave até hoje. Weber lamenta que a família não lhe tenha permitido visitar o antigo piloto

Carlos Luís Ramalhão

Paul-Henri Cahier/Getty

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Willy Weber, antigo empresário de Michael Schumacher, admite que ainda hoje, nove anos depois, lhe custa falar do acidente de esqui que colocou o heptacampeão do Mundo de Fórmula 1 em estado grave. “Era como um filho para mim”, desabafa Weber, que era muitas vezes visto nos Grandes Prémios, nas boxes das equipas pelas quais Schumi correu.

O sentimento de Willy Weber em relação à lenda do automobilismo é diferente daquele que o liga à família Schumacher. O veterano empresário conta à “Gazzetta dello Sport” que tentou inúmeras vezes contactar Corinna, mulher de Michael. “Liguei a perguntar se devia ir vê-lo ao hospital e pediram-me para esperar porque era muito cedo. Voltei a ligar no dia seguinte, mas ninguém me respondeu. Não esperava esse comportamento. Deixaram-me de fora”, diz Weber.

“Passaram nove anos”, lembra, retomando com ainda mais força as críticas aos familiares do antigo piloto da Benetton e da Ferrari: “Talvez devessem dizer as coisas como são. Ao início entendi a situação, sempre fiz o que pude para proteger a vida privada do Michael. Mas, desde então, só temos ouvido mentiras da parte deles”.

A 29 de dezembro de 2013, Michael Schumacher esquiava em Méribel, França, quando sofreu um acidente que lhe deixou lesões cerebrais graves. Desde essa altura, pouco se sabe sobre o estado de saúde do germânico, que passou a viver rodeado pela família, com muito poucos amigos autorizados a visitá-lo.

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    Michael Schumacher é ainda hoje o maior campeão da história da Fórmula 1, com sete títulos (agora em igualdade com Lewis Hamilton), e há anos que pouco ou nada se sabe do seu estado de saúde, após um acidente nos Alpes franceses enquanto esquiava. Começou quase sem nada, competindo com um kart feito dos restos de outros karts e tornou-se uma lenda. No dia que marca os 30 anos da sua inesperada estreia na Fórmula 1, recorde este perfil do alemão, publicado originalmente na Tribuna Expresso a 3 de janeiro de 2019, à boleia do português que melhor o conheceu, Domingos Piedade, desaparecido em novembro de 2019