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Red Bull termina contrato com Juri Vips na sequência de episódio racista

Terminou a investigação que a Red Bull abriu após um episódio racista protagonizado pelo piloto da sua academia Juri Vips e, com ela, terminou o contrato que ligava o piloto à equipa. A disputar o campeonato de Fórmula 2, Vips tem sido visto como uma das grandes promessas do automobilismo

Rita Meireles

Mark Thompson

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A Red Bull anunciou esta terça-feira a decisão de terminar contrato com Juri Vips, piloto de Fórmula 2 e da academia da equipa. A decisão surge depois de o piloto ter sido ouvido a utilizar uma expressão racista durante uma transmissão ao vivo na plataforma Twitch.

“Na sequência da sua investigação sobre um incidente online envolvendo Juri Vips, a Oracle Red Bull Racing rescindiu o contrato de Juri como seu piloto de teste e reserva. A equipa não tolera qualquer forma de racismo”, anunciou a equipa nas suas redes sociais.

Vips juntou-se à equipa da Red Bull em 2018 e chegou mesmo a conduzir um dos seus Fórmula 1 durante o primeiro treino livre do Grande Prémio de Espanha, no mês passado. O jovem de 21 anos estava a correr pela Hitech Grand Prix na Fórmula 2 esta temporada, mas foi suspenso na sequência do incidente, aguardando uma "investigação completa" por parte da Red Bull. Até tudo acontecer, o piloto estava na sétima posição, com um total de 51 pontos.

Confrontado com as reações ao vídeo do momento em questão, Vips recorreu ao Instagram para fazer um pedido de desculpas e realçar que iria cooperar com a investigação: “Quero pedir desculpas pela linguagem ofensiva utilizada durante uma transmissão ao vivo, hoje cedo. Esta linguagem é totalmente inaceitável e não retrata os valores e os princípios que defendo. Lamento profundamente as minhas ações e este não é o exemplo que pretendo dar. Irei cooperar plenamente com a investigação”.

O piloto, natural da Estónia, é considerado uma das promessas do automobilismo. No currículo tem já um campeonato alemão de Fórmula 4 e várias vozes o apontavam como um dos nomes a chegar à Fórmula 1 nos próximos anos.

O anúncio da Red Bull surge no mesmo dia em que outra situação de racismo está a marcar a Fórmula 1. Lewis Hamilton, a Mercedes, a Fórmula 1 e a Federação Internacional do Automóvel (FIA) reagiram esta terça-feira aos comentários racistas que o ex-piloto Nelson Piquet fez sobre Hamilton. Ao longo do dia, diversas equipas mostraram solidariedade para com o sete vezes campeão do mundo, mas a Red Bull fez saber que não será uma delas, de acordo com o jornalista Chris Medland.