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Bernie Ecclestone, o exigente provedor da nova geração de pilotos: Russell não convence e Leclerc “foi um bom piloto, mas agora já não é”

Bernie Ecclestone continua a não esconder as suas preferências no que à Fórmula 1 diz respeito. Desta vez, foram os pilotos mais novos que ficaram a saber quem não caiu nas boas graças do antigo patrão da Fórmula 1

Rita Meireles

Pool

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Há várias formas de dividir a grelha do mundial de Fórmula 1.

Por equipas, nacionalidades, vitórias, recordes, ou pela longevidade. De um lado, os veteranos do desporto, aqueles que há vários anos fazem soar os motores dos monolugares pelos quatro cantos do mundo, os que seguram a grande maioria dos títulos e, por isso, são admirados por muitos - incluindo os do lado de lá. Depois, há a nova geração, que poderia chegar apenas com o talento e a promessa de muita competição, mas também alcança o sucesso com o trabalho e a concretização daquilo que prometem.

É o caso de Max Verstappen, da Red Bull, que surgiu no meio da luta de Lewis Hamilton pelo seu oitavo título mundial e acabou por trocar as voltas ao piloto britânico. Ou de Lando Norris, da McLaren, que ao fim de nove corridas da temporada 2021 já se tinha tornado numa das grandes surpresas do ano, por ser o único piloto a conseguir pontuar em todas as etapas.

Mas nem todos os pilotos desta nova geração estão a convencer um adepto especial da modalidade, que em tempos mandava em tudo o que era Fórmula 1: Bernie Ecclestone.

“Com [George] Russell, Hamilton terá um companheiro de equipa ambicioso, de quem, a propósito, não estou tão convencido quanto muitos dos especialistas”, afirmou Ecclestone, em entrevista ao ‘Blick’.

George Russell chegou à categoria-rainha pelas mãos da equipa Williams, pela qual esta temporada conseguiu chegar a um pódio, mas ao longo do ano foi anunciado que na próxima temporada vai deixar o azul para começar a vestir o fato preto da Mercedes. O piloto britânico tinha sido campeão de Fórmula 2 antes de chegar à F1.

Ao longo do ano, Ecclestone nunca escondeu por quem estava a torcer, sendo que acredita que “Max é atualmente o melhor piloto do mundo”. O que também ficou claro foi o quanto não é fã da Mercedes e de Lewis Hamilton. Aliás, o ex-patrão da Fórmula 1 acredita mesmo que a corrida de Abu Dhabi foi a última do sete vezes campeão do mundo.

Dan Istitene

Mas Russell não foi o único talento da nova geração a não convencer Ecclestone. O desempenho de Charles Leclerc, piloto da Ferrari, ao longo da temporada que terminou em novembro, não deixou o britânico muito impressionado.

“Vamos colocar as coisas desta forma: muitas pessoas em Maranello estão surpreendidas que Carlos Sainz tenha dado ao companheiro de equipa Charles Leclerc tanta luta em 2021. Para mim, Leclerc sempre foi um bom piloto, mas agora já não é. Dá a sensação que já não é tão competitivo”, afirmou.

Leclerc terminou a temporada 2021 na sétima posição, enquanto que Sainz conseguiu o quinto lugar. Mas este não parece ser um problema dentro da equipa, uma vez que os italianos consideram ser bom para a equipa terem uma dupla equilibrada e competitiva, que consideram ser a melhor da grelha.

“Como sempre dizemos, será a pista que dirá quem está na frente, mas insisto que não temos número 1 e número 2, a prioridade é a equipa, mas se estiverem em posição de lutar por algo importante, será o resultado na pista que dirá quem está na frente”, afirmou recentemente Mattia Binotto, chefe de equipa da Ferrari, ao website ‘Motosport.com’.